segunda-feira, dezembro 15, 2008

Mãe

Hoje é o aniversário da mulher mais maravilhosa que conheço.

Uma mulher que é prosa e poesia em todos os aspectos possíveis, e impossíveis também.



Uma mulher a quem devo tudo, e muito mais que pode ser agradecido.

A minha alegria diária.

O meu abraço forte, apertado e fortificante de todas as manhãs.



A minha alegria maior para conseguir um riso, um sorriso.

A minha fonte de felicidade escancarada bem em minha frente todo santo dia, e dias santos também.



O meu tesouro maior, que não fica escondido jamais.

A minha fonte de renovação depois de um dia cansado.



A minha fonte de forças para tudo.

Minha enfermeira em qualquer doença.



Meu remédio, minha cura para qualquer mal.

Minha conselheira de conselhos e opiniões nem sempre aceitas, mas ouvidas.



A pessoa que estresso, de vez em quando.

A pessoa que me estressa, raras vezes.



Minha conselheira musical e de palavras-cruzadas.

Minha futura aluna de informática.



O meu oásis, e não é ilusão.

O meu amuleto da sorte que carrego pra todo lugar dentro de meu coração.



Minha professora de inglês, alemão, italiano, espanhol, e, se duvidar, javanês e grego.

Minha professora de história do Mundo, do Brasil, do Ceará, da Família.



Minha professora da Vida, com aulas particulares e tudo o mais.

Minha contadora de histórias preferida, desde os tempos de berço, até os dias de hoje.



Minha cozinheira preferida, que faz o feijão com arroz diário tornar-se um manjar dos deuses.

A mulher que brinca de alquimia na cozinha.



A mulher que agora brinca com cores mas sempre coloriu nossas vidas.

A mulher que todos gostam e querem perto.



A minha (nossa) mãe!

E se alguém não souber o que isso significa, sinto muito, mas ninguém saber explicar...



Não importa o tempo que passar

O que foi dito aqui sempre valerá

Razões? O que é maior do que ser

Minha, nossa, fonte eterna de

Amor



Rafael Ayala Rocha Perote

09 de dezembro de 2008

Faltou só a coragem de entregar isso para ela...
=]

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Encontro dos bons

Estava há tempos dentro do ônibus, não esperava a hora de descer e sair daquele sufoco. Ia conversando com Diego sobre coisas da vida. Sobre Devir e Arte, perguntando se criar é resistir ou se resistir é criar. E observando o movimento, dentro e fora do ônibus. A conversa é que valia a pena dentro daquele aperto, meninos e meninas, velhos e novos, gordos e magros, todos tentando contrariar a lei da física que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço. No entanto, aí é mais de um corpo tentando tal feito.

Hora de descer. Não sabiam do encontro agradável que os aguardava. Carla e Lorena os esperavam. Encontro desses inesperados, tal qual sair de casa pela manhã e dar de cara com um arco-íris. Não podiam ficar ali, em pé, conversando no meio do tumulto. Foi Lorena que tomou a fala:
- Aqui não vai dar certo não, é um caos, pessoas indo e vindo, fumaça, barulho... Não dá pra conversar aqui não.
- E para onde vamos?
- Que tal um lugar de leveza?

E todos concordaram, sim, vamos a um lugar de leveza. Mas onde seria isso mesmo? Como chegaríamos lá? E então foi a vez de Carla falar:
- Eu conheço um lugar ótimo pra gente ficar, lá estaremos tranqüilo. É uma cafeteria 24 horas. Alguém topa ir lá?
- Não conheço, mas não custa nada conhecer, disse Diego.

E foram todos para o local sugerido. Realmente aconchegante. Sentaram e cada um pediu um café e uns biscoitos pra acompanhar. A conversa passaria por vários assuntos, política, economia, filosofia, religião, poesia, prosa, natureza, futebol, micos, comida,romances e dramas, experiências pessoais fortes e leves, livros, locais para se visitar... E então chegou Simone e juntou-se a eles na mesa.
- Como todos chegaram aqui? Não moramos em estados diferentes? Como esse encontro foi possível?

Ninguém soube responder. E o clima ficou tenso. Por qual razão estarão todos reunidos ali? Carol chegou trazendo Camila e sentaram-se à mesa. Disseram logo a conversa da vez. Carol não se mostrou preocupada com a situação:
- Bem, acho legal um encontro entre nós. Não vejo nada de mal nisso. Além do mais, eu prefiro que seja assim, no plural mesmo, com todos participando.

Camila, entretida ainda com um zine colorido, deixou a leitura de lado e concordou com Carol:
- Bem, isso é estranho mesmo. Também não sei como vim parar aqui. E nem conheço alguns aqui, mas também não vejo problema em conhecer novas pessoas.
- Eu acho que isso é coisa de alguém sem idéias pra escrever e começou a ter umas viagens, viajou total e juntou todo mundo aqui e agora.

Ninguém entendeu o que ele quis dizer com aquilo. Continuaram a conversar, todos conhecendo todos agora, sem nenhum problema de comunicação. Lorena disse não haver problema nenhum a próxima reunião ser em sua casa de praia, com direito a provar um deliciosos pudim de leite. Quem quisesse levar o chimarrão não haveria problema. Podiam conversar à vontade na beira da praia, sem preocupação alguma.

Todos concordaram com a proposta e, afinal, ninguém seria louco de recusar um convite desses.

Mas Simone estava intrigada ainda. Como chegaram ali?
- Bem, eu vim conversando com Diego no ônibus, uma conversa bem agradável por sinal. Encontramos com Lorena e Carla e depois tu chegou e, depois de ti, a Carol e a Camila. Nada de muito anormal, não precisa ficar tensa.
- Eu não estou tensa, é porque sou assim mesmo, intensa. Mas vamos deixar pra lá e voltar a conversar.

E tome conversa, e café. E o dia foi passando rápido e fagueiro, permeado por conversas que fazem bem à todos. Um dia para não se esquecer. Um encontro inimaginável, inexplicável.

Depois de muita conversa, sobre os textos, sobre as vidas, era chegada a hora de ir embora, cada qual para seu canto. Prometeram escrever uns aos outros, não cortar os laços. E foi cada um pro seu lado, levando já na cabeça o que iriam escrever ao chegar em casa, como contariam aquilo que ninguém soube explicar. Menos um, que sabia por qual razão todos estavam ali e já tinha o texto feito.

Então, ele acordou. E a primeira coisa que pensou foi:
- Poxa, acordar pra que?
=]

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Mais uma dos coletivos...

Não tenho como evitar, vou pra vocês contar mais uma história que se passa nos ônibus de nossa "Loura Desposada do Sol", nos dizeres de Paula Ney. Não tenho como evitar tais histórias, porque não tenho como evitar minhas andanças pelos ônibus da Capital. Preciso deles. Tem horas que sinto-me como disse o Airton Monte dia desses (parecia que ele sabia que eu ia dizer isso e disse antes só de mal, risos) um vampiro do cotidiano, sempre atrás de novas histórias, "chupando" de desconhecidos outras mil e uma histórias, uma já contadas e outras tantas na cabeça esperando uma oportunidade de aparecerem. (Falando no Airton Monte, cronista diário do jornal O Povo, fiquei pensando sobre como deve ser escrever uma crônica diária, todo santo dia uma crônica, uma história pra contar, idéias pra falar, reflexões, meus pontos de vista sobre o mundo, minhas verdade e minhas mentiras, meus amores e minhas saudades sendo desfiadas diariamente no jornal. Não sei se conseguiria. Ou então seria craque nisso porque adoro histórias, mais ler e ouvir do que contar. E podia ser até uma coisa boa porque ia aliviar bem muito minha cabeça que produz um número grande de viagens por minuto. Isso podia até ser tema de uma crônica, ou o fato de se eu me desligar um pouquinho minha cabeça vai longe, só voltando num susto. Isso lembra também, isso, outra coisa, um post do Zine Colorido, da Camila Chaves, sobre esse negócio de escrever algumas coisas entre parêntesis. Pois eu também acho isso bem legal. O problema é que sem o tal parêntesis eu já fico mudando de assunto corriqueiramente, imagine com os tais. Então, vou voltar pra história de antes. Qual era a história mesmo?).

Acontece (só mais um, dizendo pra você voltar ao começo do texto e lembrar do que eu tava falando, como eu fiz) que eu não fico indo atrás de histórias, como um vampiro indo atrás de pescoços para chupar. Eu simplesmente estou lá, bem sentado, ou muitas vezes em pé, e as histórias aparecerem. Fico observando, ou então tem alguém falando muito alto e eu sem querer querendo fico sabendo de tal história. E vou contar um negócio acontecido dia desses. Ás vezes, pela manhã, indo pro estágio, eu fico meio desligado, acho que por causa do sono. Voltando de lá, continuo desligado, agora por causa da fome e porque volto sem conversar com ninguém na maioria das vezes (converso com um motorista e um trocador, de ônibus diferentes, e com umas meninas de vez em quando).

Fui uma noite desses lá pra biblioteca renovar meus livros. Era um horário bom, quase sete horas da noite, pouco movimento nos coletivos, no sentido que eu estava indo. E eis que sentado um pouco à frente - nada muito espantoso - um casal, homem e mulher, namorados ou com algum rteipo elacionamento.

E comecei a pensar nos vários casais que vi em minhas incontáveis viagens. Vários "tipos": de capoeiristas, de surfistas, de estudantes, de crianças, de velhinhos, de "executivos", de gente normal que não dá pra identificar. Uns eu achava bem bonitos, tipo "saídos da propaganda de uma pasta de dente", e outros sem feder nem cheirar, nada de anormal. E eu ria sozinho com minhas besteiras: "Nossa, que casal estranho", "eita que casal pra não combinar", "que combinação é essa?", "estranhos, mas felizes", entre outras besteiras relacionadas aos diversos tipos de casais que via. E percebi que não tinha do que estar rindo, afinal, todos estavam lá com seus respectivos pares, e eu estava lá, sozinho. Sozinho não, solteiro. É diferente. Bom, depois parei de reparar nessas coisas percebendo a besteira que era (mentira).

Voltando ao casal que eu vi, eles tinham algo de diferente. Ao longe pensei que eles estava a brigar. "Poxa, mais um desses casais a brigar no ônibus. Podiam lavar a roupa suja em casa. Fazendo barraco no ônibus, assim não dá". Mas vi que me equivocava. Pensei ser briga, de longe, pelos vários e vários gestos que faziam. Mas estranhei o silêncio. Coisa estranha, a raiva deve ser tão grande que um não quer nem falar com o outro. Passei a catraca (ou borboleta, tanto faz) e sentei perto deles, um pouco atrás.

Conversavam os dois na linguagem de libras, a de sinais. Eram dois surdos, ou mudos - e podia ser que somente um fosse, não descobri. E os vi conversando durante a viagem, fiquei olhando com uma curiosidade gritante frente aos sinais rápidos feitos com as mãos e respondidos em igual velocidade. Estava besta a olhar e sem entender nada, nada mesmo. (Uma vez tentei aprender algumas coisas de sinais mas já esqueci tudo). E durante a conversa entre nós três, eu estava participando, de longe, observando, acho que eles passearam por diversos assuntos, isso por contas das várias expressões faciais. E pode ser que não, vai saber. Até o riso silencioso deles eu compartilhei, com um sorriso leve, de longe, sem saber o motivo dos risos.

E levantaram-se para ir embora. E eu os acompanhando com o olhar. Então, eles pararam. Trocaram um olhar, tão forte, tão intenso, e beijaram-se. Apaixonadamente e de forma apaixonante... Não sei qual foi mais forte: o beijo ou o olhar? E desceram, deixando-me a sós com meus pensamentos, refletindo sobre a linguagem do amor, que ninguém entendeu ainda que não é preciso entender...

ps: que saudades eu tava de escrever aqui, de ler os blogueiros amigos, comentar e ver seus comentários. Dar um tempo é bom para sentir falta. Tenho umas idéias na cabeça agora. Depois eu volto com coisa melhor.

=]

sexta-feira, novembro 21, 2008

Esperando no portão

Já passava do meio-dia, hora de ir embora, hora de sair para comer. Depois de uma manhã de trabalho cansativa, nada como sair do escritório para comer alguma coisa e descansar um pouco, conversando com os colegas e amigos ou apenas pensando na vida.


Ia descendo as escadas - não gostava de esperar pelo elevador, que sempre vinha lotado, andava fugindo dos apertos, no bolso, nas roupas, nos espaços - enquanto pensava sobre o que iria comer. Depois de bater o ponto, olhou rapidamente por entre as portas de vidro e parou como se acabasse de bater em uma outra porta de vidro.


Lá estava ela, esperando no portão. Não consequia acreditar no que via. Estava lá, parada, olhando o movimento tal qual princesa no alto da torre. Os cabelos pretos, fortes, amarrados em um rabo-de-cavalo, do jeito que ele mais gosta. Uma calça jeans, simples, chinela rasteira e uma bolsa preta. Sim, uma camisa branca, não apertada, como aquelas da primeira comunhão. E, como sempre, deveria estar muito bem perfumada. Com um daqueles perfumes ótimos ou então com aquele cheiro bom de quem acabou de sair do banho.


E lá estava ele, parado dentro do prédio contemplando aquela mulher. Todos iam saindo e ele não conseguia sair do canto. Estava imóvel e vazio. Não conseguia pensar em nada, apenas olhar. Até que decidiu se movimentar. Começou a olhar o próprio relflexo, bem fraco, na porta de vidro. Será que estava bem arrumado? Se não, pelo menos vestido de forma decente? O que ela iria achar se o visse daquele jeito? Estava cheiroso? Com o ar-condicionado da sala quebrado e o calor que fazia era difícil não ficar pelo menos um pouco suado.


Ela pareceu impaciente por um instante. Quanto mais iria ficar esperando? Já estava ali há muito tempo? Era preciso se mexer.Então, ela olha para dentro do prédio, para a porta de vidro, com uma visão de raio laser que o paralisa novamente. Não consegue vê-lo, mas faz ele parar para pensar novamente.


Depois de uma rápida consulta na memória, lembrou que uma vez lhe disseram que quem hesita, perde. A mulher no portão olhou as horas em seu relógio de pulso. Quanto mais tempo iria esperar? Ele não iria mais ficar parado. Abriu a porta e foi andando na direção dela.


Enquanto ela parecia despreocupada olhando o movimento dos carros e passantes, nos poucos metros que os separavam ele começou a se preocupar com o que iria dizer. E agora mais essa, o que iria dizer? Não podia falar qualquer coisa, mas também não poderia parecer nervoso. Tinha que agir naturalmente, pelo menos tentar.


Foi chegando mais perto e ela olhou mais uma vez para o relógio e virou o rosto. Olharam-se. E ele passou direto e ela continou esperando no portão. Não conhecia aquela mulher. Nunca a tinha visto. Mas a julgar pela aliança dourada que possuía, começou a imaginar que uma dia queria ter a sorte daquele que possuía o outro par. E pensou que gostaria de ser o par daquela mulher esperando no portão...

=]

sexta-feira, novembro 07, 2008

Segredos revelados

Segredos revelados

Minha doença é crônica, admito. Doença não, mania. Mania não, mal hábito. Essa história de deixar tudo para última hora nem sempre tem final feliz. Costume cultivado desde pequeno. Do fundamental ao médio. Do médio à faculdade. A desculpa era a de que o trabalho de última hora era mais emocionante de fazer, assim tinha a oportunidade de conhecer a pressão que os jornalistas sofrem para entregar o texto. Mas, se essa é a desculpa atual, qual era a desculpa dos tempos de criança?

Bom, o que passou, passou. Estamos em outros tempos. Outros trabalhos para entregar, como esta crônica, por exemplo. Disseram-me que fazer uma crônica era algo simples. Gostaria de saber quem disse isso. Não há formular prontas, nem o lead existe, então por onde começar? Vamos tentar. Como dizia aquele sujeito mexicano e colorado: “Sigam-me os bons”.

Acredito que o primeiro passo seja escolher um tema, não começar sem saber para onde ir como estou fazendo. Alguns dizem que à medida que você vai escrevendo, a crônica vai saindo, lógico. Bem, prefiro escolher um tema antes de tudo. A originalidade é algo muito preocupante. Muitas pessoas escrevem crônicas, então, com certeza você pode estar escrevendo algo que alguém já escreveu. Mas acredito ser a crônica uma visão muito pessoal do mundo ao nosso redor. Influências existem claro, é muito ruim você começar do nada, sem ter lido pelo menos uma crônica antes.

Bem, depois de ler algumas crônicas, tenho algumas idéias para começar. Já que estava falando de desculpas, penso em escrever sobre as mentiras que os homens contam. Tenho certeza que será sucesso. Poderei até inscrevê-la em um concurso de crônicas, ou até mesmo colocá-la em algum livro. Pensando bem, acho que já fizeram isso, deixa pra lá, nem era um tema tão bom assim mesmo.

Posso falar de quando estava aprendendo a falar uma língua estrangeira. Foi um pouco difícil, mas eu consegui, aprendi a falar e a escrever essa nova linguagem. Estou até pensando em escrever a crônica nessa língua nova. Javanês, já ouviram falar? Não? Bem, então vamos deixar de lado, não ia dar certo mesmo.

Falarei de minha infância, de quando tinha meus oito anos. Bons tempos, acredito que dá até pra escrever uma lira sobre meus oito anos. Não, melhor não. Nem lembro bem de meus oito anos, confundo com os nove e dez anos. Poderia escrever sobre o tempo que brincava no engenho dos meus avós. Para lembrar disso não preciso saber a idade certa, são apenas lembranças. Era um menino de engenho, sim, tenho certeza, bons tempos. Pensando melhor, mudarei de tema, o engenho foi destruído e agora prefiro deixá-lo no passado.

Falarei sobre meu pinto. Sim, muitos tiveram um pinto quando criança. Alguns eram muito ruins para com os pintos. Não cuidavam, apenas judiavam do bichinho. Conheço alguns que colocaram o pintinho no liquidificador. Maldade. Isso não se faz. Meu pinto era manco. Pendia pro lado esquerdo. Triste fim de meu pintinho. Morreu na quaresma, lembro bem. Foi ciscar muito rápido, caiu, bateu a cabeça e depois as botas. Melhor nem lembrar dessas coisas. Em respeito à morte dele vamos deixar o pinto de lado e falar de outra coisa.

Chega de histórias tristes. Não que seja muito ruim lembrar certas histórias, mas gostaria que as pessoas que lessem essa crônica lembrassem de algo bom. Queria conta uma história engraçada, mas essa é mais difícil. Não é todo mundo que consegue ser engraçado. Alguns apenas passam vergonha querendo ser engraçados. Prefiro nem tentar. O meu desespero em acabar a crônica me impede de dizer algo engraçado.

A verdade é que meu tempo está acabando. Mania feia, devia ter mudado esse hábito. A música estava certa o tempo todo, pau que nasce torto nunca se endireita. Devia ter planejado tudo antes mesmo. Esse negócio de ser contra minha natureza não cola mais. Fui enganado. Crônica não é nada fácil. Disseram que quando eu menos percebesse a folha já estaria completa, que nada! Parece que quanto mais eu escrevo mais a folha vai aumentando o tamanho, esticando-se, parece não ter mais fim.

Confesso, estou mais perdido que cego no meio de tiroteio, que filho da puta em Dia dos Pais. Não sei mais nem que dia é hoje. Apenas sei que não adianta mais eu ficar aqui querendo enrolar, é melhor começar a pensar em algo, em algo de preferência bom. Acho melhor desistir. Sinto muito professor, não me vem nenhuma idéia à cabeça. Acho melhor eu ir ler algumas crônicas e depois voltar. Vou fazer outro texto pra entregar depois, por enquanto vou dizer que o cachorro comeu meu texto. É, esse seria um bom tema para uma crônica.

Crônica feita em 2005, para a cadeira de Opinião no Jornalismo - o nome não é esse não mas é porque não lembro do nome original. Tenho carinho enorme por essa crônica, minha primeira feita conscientemente, eu acho eheheheh. Acho que a Lorena lembra dela também. Era o terceiro semestre, eita negócio pra passar rápido...
=]

sexta-feira, outubro 31, 2008

A melhor companhia

Sempre é tempo de homenagear um amiga. Não, não é o aniversário dela. Estava olhando aqui os arquivos do blog e vi que esse aqui ficou de fora. Não sei por qual razão, mas sem problemas. Para uma amiga. Para a Roberta, que eu sei que não ler isso aqui mesmo ehehheeheh.
Até o próximo.

Pra ti eu sempre quis fazer poesia
Agradecer-te por tudo
Por tornar mais belo os meus dias
Por deixar minha vida mais feliz

No dia-a-dia pesado
Momento único contigo
Sem pressa pro fim da viagem
Um senhor conforto, um alívio

Conhecidos de outros tempos
Quem sabe de vidas passadas
O curioso destino os uniu
Criou amizade sagrada

Respeito e admiração
Sentimento recíproco, união
Um encontro marcado há tempos
O que faltava era a ocasião

Contigo ao meu lado
Não há momento chato
É sempre um encontro agradável
A parte ruim é o desenlaço

Mas isso não é problema
É preciso acontecer
E por voltar a sentir saudades
Preciso te agradecer

Pelos momentos alegres
Por dividir dúvidas e tristezas
Saber o momento de ouvir e falar
E sem saber, me fortificar

Une inteligência e beleza
Sem frescuras ou o que quer que seja
E sem fazer algum esforço
Um sorriso fácil faz brotar em meu rosto

E é hora de terminar
Meus versos a te homenagear
E tenho certeza que nossa amizade
Nunca acabar-se-á!
=]

quinta-feira, outubro 23, 2008

Cai a chuva

Ontem pela manhã caiu uma chuva como não acontecia há tempos. Era uma chuva carregada de adjetivos e outras coisas mais. Era uma chuva doce como um beijo de mãe/pai no filho antes de dormir. E não dava vontade de sair da cama com aquele tempo. A chuva alisava a janela e escrevia: fique na cama, esqueça o trabalho, os estudos, as obrigações... Era um pedido tentador, mas não podia ser atendido. Era preciso sair de casa, ir para a rua.

E a chuva era tão melancólica ontem que dava pena até dos pingos de água caindo no chão: coitados, devem estar bem machucados agora. Eles caiam tão tristes e decididos, tais quais os kamikazes, certos de sua missão a cumprir. Era preciso sair do céu e descer até onde nós, pobres mortais, estávamos. Era preciso morrer para renascer depois, afinal, esse é o ciclo.

O tempo passando e a chuva continuava, insistente que era. Os carros passavam, as pessoas passavam, até o sono passava, mas a chuva continuava. E ela estava opressora ontem, algumas pessoas não podiam sair de casa por causa dela, ou então estavam presas debaixo de qualquer proteção no meio da rua. Não estavam nada felizes. Eu gostava, mesmo embaçando meus óculos vez por outra, a chuva me trazia uma alegria sem razão, ou com, nem sei.

Era uma chuva saudosista aquela. Caiam em meu ombro alguns pingos e de lá partiam para meu ouvido para me contar história há tempos esquecidas. Para me lembrar momentos alegres, pessoas felizes num dia de chuva. E aquelas pessoas na parada esperando o ônibus, com raiva da chuva, não entendiam porque eu estava com um sorriso estampado no rosto. Estava ouvindo cada história...

Estava eu sentando no ônibus já, olhando pela janela aquela danada da chuva, livre e marota lá fora, quando uma freirinha confidencia um segredo em meu ouvido: É Deus chorando por conta das maldades do homem essa chuva! Olhei como olha um sujeito que é pego em flagrante. Um absurdo isso! Não admitiria jamais essa história. Isso não era um segredo, era uma calúnia! Minha chuva jamais seria isso. Jamais! Se fossem lágrimas, se fossem, não seriam de tristeza, mas de saudade, de uma alegre lembrança. =]

quinta-feira, outubro 16, 2008

O segundo e último, por enquanto

Eu já havia falado outra vez, eu acho, nem lembro mais, sobre a influência do repente na hora de fazer umas rimas. Acho que é influência grande. Então, fiz dois repentes, mas já faz tempo.

O primeiro era uma coisa só e falava sobre o amor, esse já é sobre outra coisa, queria fazer algo diferente. Tava conversando com Saulo uma vez e ele me contou de um confronto assim em alguma televisão. Achei legal e pensei em fazer algo parecido, mesmo sem ter visto com foi o da TV.

Aí se nada der certo, vou pras praças mesmo com minha viola de poucas cordas e minha gaita de brinquedo que vive trancada na gaveta, tentar ganhar uns trocados. Tá convidada pra me ajudar a conseguir uns trocados viu, Lorena? eheheheheh

Abraços
=]

Rap e Repente

Encontrei com uns sujeitos
Me disseram com desdém
Não ter medo de ninguém
No rap são os melhores
Falaram todos esnobes
Repente não vale vintém

E eu disse me respeite
No repente sou doutor
Faço arte com os versos
Acabo com qualquer dor

Mas nem por isso desrespeito
Os que fazem diferente
Sigo fazendo o meu
Cantando pra minha gente

Enquanto isso na cidade
Vocês tudo se achando
Não percebem a besteira
Ficar comigo disputando

Eu canto desde nascença
Tava escrito nas estrelas
Eu sei isso é verdade
Faz parte de minha crença

Preste atenção menino-moço
Que com essa tua idade
Eu era só couro e osso
Quando cheguei na cidade
Trabalhei como um colosso

Essa tua pose bacana
Já te disse não me engana
É preciso muito mais
Pra assustar esse homem
Que nunca pediu demais
Apenas respeito rapaz!
=]!

segunda-feira, outubro 13, 2008

Essa menina...

Ah, essa menina
A tentação em forma de gente
O cabelo, o cheiro, o sabor...

Ah, se eu te pego menina
Te dou tanto carinho
Que não querer fugir

Ah, menina
Cuidado com o que fala
Dê-me esperanças e verá

Ah, cuidado
Espero que tenha juízo
Ou então vai se apaixonar

Menina de meus sonhos
Está chegando a hora
De ficar nas nuvens

Menina dos meus olhos
Se tu não se importa
Vou chegando mais

Eita, menina
Só de pensar em você
Começo a me arrepiar

Menina, menina
Se nunca provou do amor
Está na hora de experimentar

Menina, te aviso
Vou te fazer feliz
Pode se preparar...
=]

quinta-feira, outubro 09, 2008

Pensamento, lento, indo....

Tava com o plano de colocar algo novo todo dia.
Mas como não tá dando certo, tá com pausa de uma dia, eu já tava pensando em desistir.
O negócio é que aqui não tem fraqueza - tem leveza tb heeheh - e por isso eu não desisto, vai que um dia eu consigo né?

Eu queria ter mais tempo pro blog, não tempo, tempo eu tenho de sobra, não sei como eheheheh, o negócio é o tempo pro blog, que vai aumentar.

Eu ando escrevendo demais, até em recados do orkut eu me empolgo a escrever agora, descontrolado heeheheheh.

Eu não tinha nada de novo pra colocar, ia colocar umas coisas velhas mas que são novas por aqui.
Aí comecei a escrever, e saiu um negócio que eu não consegui identificar.
Eu ia colocar outro repente pra ver se a Lorena se empolga em ir pra praça comigo ganhar uns trocados com o repente e ser mais feliz eheheheheh

Ê sentimento bom, sabe-se lá o que é isso.
E aí vai o negócio que eu escrevi.

E o título vai ser: Pensamento, lento, indo...
pq precisa de título e esse ficou bem nada a ver que nem o texto eheheheheh
lá vai

Meu inimigo não é o branco do papel
Quer dizer, da tela
Meu inimigo é o branco na cabeça
Que tristeza não ter o que escrever
Quero algo novo para dizer
Quero aprender e quero ensinar
Será que é tão difícil uma boa história pra contar?
A inspiração esta aí: no mundo
Só não vê quem não quer
Não consigo não pensar em nada
Pensar é uma coisa, mas escrever é outra
É diferente, é complicado e mais simples
Eu poderia contar histórias da infância
Mas não é o momento
Eu poderia falar de meus amores
Mas agora eu não agüento
Eu poderia falar de meus amigos
Mas eles merecem algo melhor
Eu poderia falar de política
Mas não, não tenho paciência agora
Eu poderia desenterrar algumas crônicas mentais
Mas esse não é o espaço
Quem sabe uma poesia feita de improviso agora
Ou um mal-feito e engraçado repente
Mas ainda não é a vez
Eu poderia também listar as várias coisas que odeio
Mas não vejo a menor graça nisso
Eu poderia falar sobre tudo que sei
Mas daria poucas linhas aqui
Eu poderia perguntar o que não sei
E morreria em frente ao computador
Eu poderia falar sobre o Amor, que é sempre uma boa saída
Mas ele saiu um instante e vai ficar de fora agora
Eu poderia falar do Ser e seus estados complexos
Mas ia dar uma dor de cabeça e não sei falar sobre isso mesmo
Eu poderia falar de minhas tentativas de ser poeta
Mas não renderia nada agora e duvido se depois renderia
Eu nem sei mesmo o que queria agora
Eu acho que eu não queria era estar em frente ao PC agora
Eu gostaria de saber por qual razão começo falando de uma coisa
E termino falando de outra
Eu gostaria mesmo era de saber como foi o teu dia
Se deu tudo certo, as alegrias e tristeza
Queria saber teus planos para amanhã e para o amanhã
Saber de teus medos e teus desejos
Saber o que te entristece e o que te faz feliz
E gostaria também que não me contasse tudo
Pois assim perderia toda a graça
=]

Especial

Sabe a Lorena, do Lugar de Leveza? Pois é, um presente conhecê-la.
Há mais ou menos um ano eu ganhei um poema de presente.
Era meu aniversário e foi meu melhor presente.
Ainda vamos fazer um blog em parceria, juntamente com o grande amigo Diego Medeiros.
Vai chegar esse dia.
Enquanto esse dia não chega, ela tá de parceria com a Lívia Queiroz no Clube da Luluzinha (http://liu-loren008.blogspot.com/), que eu já visitei e já já deixo um comentário lá. Muito bom, só pra adiantar.

E ganhei mais uns versos da Lorena, que casa com os outros que escrevi no dia do meu aniversário. Valeu ó Lorena! Brigadão =]

E eu tenho a mania de escrever como se mil pessoas fossem ler isso aqui. Mas tudo bem, tenho leitores que não tem preço e nem comparação.

E sim, os versos.
Volto já.

sujeito apaixonado
é todo abobalhado
não vê mais nada no mundo
se seu amor está ao lado

sujeito apaixonado
ouve sempre o coração
manda as favas a realidade
briga sempre com a dona razão

sujeito apaixonado é leve
leva a vida no sossego
não há mal que tire o sono
ele nunca pede arrego

sujeito apaixonado é uma delíciao
sonho de toda mulher
por mais que digam não querer
é tudo que cada uma quer.

=]

terça-feira, outubro 07, 2008

De repente, no ônibus, um repente

Pois é, cá estou.
Não consegui ontem.
Mas coloco hoje algo diferente.
Vou colocar meus óculos escuros e pegar uma viola.
Me mandarei pra Praça do Ferreiroa pra conseguir alguns trocados heheheheeh.
Vou ver se amanhã coloco outro
valeu!
=]

De repente, no ônibus, um repente
Quero fazer um repente
Para oferecer ao meu Senhor
Essa história tem a ver
A falar sobre o amor
Em 6 dias fez o mundo
E em outro descansou
Depois de pensar um pouco
O homem ele criou
Era único no mundo
E a solidão apareceu
Uma solução foi encontrada
E a mulher ele concebeu
Estava completa a criação
Um mundo sem limitação
O casal homem e mulher
Pra fazer o que quiser
Por não ter o que fazer
Foram ver o mundo então
E viram que o Senhor
Acertou bem a sua mão
Viram toda a natureza
E pensaram: que beleza!
Essa terra é toda nossa
Vamos sempre morar aqui
De um local como esse
Ninguém é doido de fugir...
=]

domingo, outubro 05, 2008

O Retorno

Bom, depois de mais de um mês, estou de volta. Não era pra ser assim. Eu planejava colocar uma coisa nova desde o dia 1º desse mês. Uma por dia. No dia do meu aniversário, dia 02, eu colocaria alguma coisa melhor trabalhada, mas, enfim, planos são feitos para serem modificados.

Como disse, meu aniversário passou e fico feliz por terem lembrado de mim, família e amigos e até desconhecidos. Foi um dia corrido, mas feliz. Senti falta de algumas pessoas, contudo, isso não foi um problema, fico feliz por existirem.

Sou libriano e não acredito muito nesse negócio de signos, muito embora algumas pessoas digam que eu sou o próprio signo, eu sou a cara dele, com todas as virtudes e defeitos. Nem sei, não parei pra pensar sobre isso ainda. Vou vivendo librianamente então, o que quer que isso queira dizer.

O plano agora é colocar alguma coisa nova todo dia. Um mês sem nada de novo por aqui não quer dizer um mês sem produzir nada. Além do mais, tem umas coisas pra colocar por aqui, tô meio atrasado, a minha vontade é colocar tudo de uma vez. Vai ser uma por dia mesmo, eu acho.

Hoje, vai algo feito no dia 02 mesmo, lá em um dos laboratórios do Cefet enquanto conversava. Falando de amores, passados, presentes, futuros, Saulo falou algo que gostei e comecei a pensar sobre. Aí saiu um negócio até mais ou menos, feito na hora mesmo, como não acontecia há tempos.

Sujeito apaixonado

E o sujeito apaixonado
Fica cego, surdo e louco
Não se poupa, faz de tudo
E ainda acha que fez pouco

Não descansa um segundo
Só pensando na amada
Pode até mudar o mundo
E achar que não fez nada

Quando perto é só graça
De tudo está rindo à toa
Até mesmo da desgraça
Nada então lhe atordoa

Passa o dia inteiro bobo
É amor que não se acaba
Ela chega e pega fogo
Que nenhuma água apaga

E um gostar assim tão forte
Toda mulher há de querer
Ser atingida por tal sorte
E esquecer o que é sofrer
=]

PS1: Eu acho que tenho grande influência dos cordéis quando escrevo. Próximos dias eu coloco uma tentativa de fazer cordel, ficou pelo menos engraçado hehehehe.
PS2: Agradecer aos amigos e futuro amigos que aqui compareceram e deixaram seus comentários, principalmente, e também aos que passam e não deixam nada.
PS2: Espero seguir o plano dessa vez.

terça-feira, setembro 02, 2008

Eu, ela, o vento e vestido dela...

Mais uma tarde quente. Nada fora do normal. Debaixo de um ponto esperando o ônibus passar. E ele demorava, como sempre. O jeito era matar o tempo olhando as pessoas passando, os carros passando, o vento agitando as folhas das árvores. Pintaram aquele muro? Aquele cartaz tava ali já? Ledo engano, o mesmo muro de sempre.

Do outro lado da rua, um ponto de ônibus intermunicipal. Pessoas com bolsas grandes de viagens, mochilas e sacolas diversas. Como sempre ocorria naquele horário. Mas dessa vez havia algo diferente. Um casal escorado em um poste. A bela e a fera.

Ele era mais um desses monstros feitos em série nas academias. Boné, cordão de prata, bermuda e tênis, além, é claro, da cara de poucos amigos. Ela, uma beleza, cabelo solto e um vestido curto, leve, arteiro...

Enquanto ele parecia um pitbull protegendo um osso, ela parecia uma princesa no alto da torre, não estava nem um pouco preocupada com nada. Ele olhava pra ver ser o ônibus chegava, ela se importava mais com quem passava na rua. E então começou uma brincadeira interessante entre quatro elementos: eu, do outro lado da rua; ela; o vestido dela e o vento. Ah vento safado...

O vento passava assobiando e levantando o vestindo, alisando-lhe as pernas. Bonitas pernas, de longe eu reparei. E ela, que num momento inicial parecia aborrecida com as investidas do vento, começou a gostar. Percebeu o meu olhar de gato sem dono do outro lado da rua. Eu até tentava disfarçar no começo, desviando o olhar quando ela me encarava. Mas depois desisti, a brincadeira estava interessante demais.

E era o vestido sendo levantado pelo vento e ela faceiramente o impedindo de voar completamente, deixando bechas, abrindo um sorriso enquanto fazia isso. Era um sorriso do lado de lá e outro do lado de cá. Enquanto isso o monstro de coleira nem fazia idéia de nossa brincadeira. Durou um bom tempo isso. Até ele perceber. E começar a olhar para todos os lados procurando algum engraçadinho olhando para sua mulher. Enquanto ele procurava, eu subia no ônibus levando embora uma gostosa lembrança...
=]

terça-feira, agosto 26, 2008

Poema-Desabafo

Já chega!
Não agüento mais.
Vai embora, me deixa em paz!
Não agüento mais você.
Estou cansado.
Do seu rosto angelical.
Estou cansado do teu jeito de me olhar.
Do jeito que fala comigo.
Não agüento mais teu abraço apertado.
Estou cansado do teu cheiro bom, teu perfume.
Não suporto mais teus atrasos, que sempre valeram a espera.
Estou cansado dos teus esquecimentos.
Das tuas lembranças engraçadas.
Não suporto mais teu riso gostoso.
Teu jeito doce.
Do teu jeito amável com todos.
Estou enjoado.
Estou cansado do teu beijo.
Não me faz uma falta enorme.
Estou cansado de passar horas ao teu lado.
Estou cansado de passar horas te olhando.
Te cheirando...
Te beijando...
De tu dizer que não me entende.
Estou cansado do teu corpo.
Do teu belo cabelo.
Não suporto mais o jeito que me acalma.
Tua pele macia.
Estou cansado.
De passar horas pensando em você.
De sentir tua falta.
Estou cansado dos teus sonhos malucos.
De nossas conversas absurdas.
Estou cansado do modo como ri fácil de minhas besteiras.
De te aquecer nas noites frias.
Não agüento mais estar ao teu lado.
Já chega!
Agora já foi o bastante.
Não agüento mais mentir.
Já menti demais em um único poema...
=]

sexta-feira, agosto 22, 2008

Afinal, pra que serve o poeta?

Boa pergunta.
Afinal, pra que serve o poeta?
Que pode o poeta entre criaturas senão amar?
Pra que serve mesmo?
Ele nasce para reparar em tudo.
No visto.
E no que ninguém quer ver.
Vê até demais.
O que não queria ver.
Serve para amar demais.
Tem licença pra isso.
Mas não pode ser amado.
Amar por natureza.
Amar mais do que ser amado.
Sempre.
Não pode entregar os versos.
Jamais!
Tesouro sagrado.
Dedicar pode.
Quem veio primeiro: o poeta ou a musa?
As musas.
Várias.
Há amor demais em cada poeta.
Ele nasce para os detalhes,
E para as grandes obras.
Para declarar todos os sentimentos.
Principalmente o amor.
Palavra usada demais.
Sentimento verdadeiro de menos?
O poeta pode tudo.
Criar verdades, mudar o mundo.
Ter mil mulheres.
Um sem futuro.
Quando ele nasceu, nenhum anjo veio dizer o que seria.
Ele já sabia.
Seria um remédio para todas as mulheres.
Amar demais.
Sem nada em troca.
Só inspiração. =]

Sobre o post anterior

Agora percebi que não foi gratuito o pensar sobre criar e resisir.

Foi por conta do nome/título de um dos blogs de um grande amigo, Diego Medeiros.

Havia visto o Criar é resistir e aquilo tinha ficado em minha cabeça, só esperando uma oportunidade para aparecer.

Não foi algo assim tão inesperado, agora sim compreendo.

Em breve, novas postagens, hei de vencer a luta com a preguiça.

Terminarei alguns e escreverei outros.

Grato demais pela atenção.

=]

quinta-feira, agosto 21, 2008

Criar? Resistir?

*Depois de ficar um tempo encarando a folha em branco, eis que tais pensamentos apareceram, meio loucos, mas registrados...

Criar é resistir
Resistir é criar?

O que fazer com a maré contrária?
Resistir ou deixar levar?
Criar uma alternativa.

Criar é resistir.
Resistir é criar?

Lutar contra o que está posto.
Reconhecer vitórias e derrotas
Mas antes de transformar o mundo
Reparar em si, refletir.

Criar é resistir.
Resistir é criar?

Agüentar a pressão.
Fazer da chuva de canivetes
Uma chuva de pétalas.

Criar é resistir.
Resistir é criar?

Ao ver tudo que já
Decidir fazer algo novo.
O devir é necessário.

Criar é resistir.
Resistir é criar?

Qual é o momento?
Resistir ou criar?
Criar e resistir?

Resistir?
Criar?

Resistir.
Criar.
=]

sexta-feira, agosto 15, 2008

Rápido

Passa rápido
feito vento
provoca frescor
bagunça tudo
sacode poeira
levanta as folhas
do meu jardim

e vai embora
passageiro
como deve ser
não perdendo seu caráter
incontrolável
imutável

por isso marca
por ser feito fera
e das mais belas
indomável

por ser um monstro
de beleza e doçura
por amar sem medo
sem nenhuma censura
por não ser santa
nem pedir orações
por ser intensa
desprovida de pudor
por não ser louca
mas não ter senso
por ser autêntica
não esconder emoções
por ser um anjo
destruidor de lares
e corações
=]

domingo, agosto 10, 2008

O que é isso? (sem título)

O sol ia aos pouquinhos se escondendo atrás da linha do horizonte. As montanhas, ao fundo e aos poucos, vão devorando-o e sugando toda a luz. Tudo ocorre lentamente enquanto o ônibus movimenta-se rápido como uma bala. Mesmo com tal velocidade, ainda falta muito tempo de viagem.

E ela esperando o tempo passar. Começa a ler a Bíblia e não duro muito tempo. Não consegue se concentrar. Começa uma reza com o terço entre as mãos. Termina rápido. Liga o rádio, mas as músicas não prestam. Ela quer voltar para casa e tal pensamento transtorna-a. Será que é o certo? A viagem vai ser longa...

O ônibus faz uma parada. Uns desembarcam e novos passageiros sobem. Ela apenas se distrai olhando a escuridão lá fora. Sente alguém sentando ao lado. Não dá importância. Perdida em pensamentos, não reparou em ninguém, pode até ser, que tenha conhecidos viajando junto, mas não percebeu.

Ao parar para olhar em suas pernas, tão grossas que mesmo o fino pano da saia não esconde, repara em algo inusitado. Uma mão estendida oferecendo uma bala.
-Aceita?
Ela vai subindo o olhar, começando na mão e indo até o rosto da pessoa que oferece. Um homem. Muito jovem e com um sorriso muito acolhedor, muito quente.
-Não. Obrigado.
E ela pensando “que homem bonito meu Deus. Bonito demais. Se não for um anjo deve ser um...” Melhor deixar para lá. Afastou tais pensamentos. Nem anjos nem demônios hoje à noite. Mesmo com a recusa, ele continuou olhando-a. Um olhar penetrante, confiante.
-Não nos conhecemos de algum lugar?
-Acho que não. Não lembro de conhecer o senhor. Desculpe.
Mas bem que gostaria, pensou ela. Não, era melhor não.
-Então deve ser de outra vida, brincou ele.
-Bem que poderia ser outra vida mesmo, ela deixou escapar.
E ele perguntou como quem não quer nada:
-Problemas?
-Nada que me tire o sono, ela falou tentando parecer tranqüila e não pensar nos problemas.
-E por que as olheiras? Desculpe reparar, mas mesmo assim você continua muito bonita.
-Obrigada, ela disse.
Por que esse homem fala de modo tão suave, como um encantador tocando flauta para uma serpente? Por que o coração passou a bater mais forte a partir do momento em que olho para o rosto dele? E ele não disse nada de mais. Será magia? Feitiçaria? Ela era considerada por muitos como uma pessoa fria. Mas essas pessoas não existem mais, não há passado. Ela não pode esquecer disto: vida nova. Foi o prometido ao voltar para casa.

Mas que estranho charme tinha o homem ao seu lado. Agora ele está de olhos fechados com a cabeça escorada na poltrona. Tão tranqüilo ele parece... Ela agora pode reparar melhor nele. Tão bonito... E ela sente o corpo esquentar. E a noite está fria. Ele a faz uma pergunta sem nem abrir os olhos:
-Não está com sono ou cansada?
-Não, não estou.
-Não se sente confortável para dormir nessas poltronas?
-Não, não é isso...
Ela não sabe por qual motivo não consegue formular uma frase com mais de três palavras.
-Olha, ele disse, se quiser, pode recostar a cabeça em meu ombro.
-Obrigada.
Como pode esse homem passar tanta confiança? Como pode ela aceitar? Logo ela, tão sofrida, sem encontrar homens de confiança há bastante tempo. Afastando tais pensamentos ela vai aos poucos encostando a cabeça no ombro dele.

...

Pela primeira vez na viagem ela sente uma sensação de conforto. Ela tenta não relaxar demais. Não parecer uma mulher oferecida. E que homem cheiroso, pensa ela. O corpo continua quente. Sente vontade de não sair mais dali de maneira alguma. Repentinamente o ônibus dá um tranco. Um forte tranco. Todos os passageiros tomam um susto. Alguns pertences voaram longe. Todos estão um pouco desarrumados.

...

Quando ela percebe, está abraçada ao braço dele, e, a mão dele, em sua coxa.
-Tomara que ninguém tenha se machucado, disse ele.
-Que Deus proteja todos.
-Acredita mesmo em Deus?
Por que perguntar aquilo? Ele perguntou sem nem se alterar, como quem pergunta se gosta de alguma comida ou se acha algo ruim ou legal.
-Acredito sim.
-Faz tempo?
-... e você?
-Claro, há forças do bem e do mal atuando na Terra.
Que calma ao falar, como se estivesse explicando a uma criança que dois mais dois são quatro... Como ele sabia que há pouco ela começou a ser religiosa... E ela continuava abraçada ao braço dele e ele com a mão em sua coxa. A mão quente, leve, mas tão quente... Foi esquentando ao longo da conversa, está tão quente e lhe dá um prazer que ela tenta disfarçar. Não podia parecer carente ou uma pervertida. Mas e ele: Por que não tira a mão da coxa? Sentirá prazer também?
-Se há um Deus, disse ele, deve haver algo para representar o mal, não acha?
-Prefiro não acreditar nisso.
-Prefere, mas acredita?
-Acredito somente em Deus.
-E por que a demora para responder?
-...
-Não se preocupe, vamos deixar anjos e demônios de lado hoje à noite.

...

“Essa frase... Foi como se ele a tivesse arrancado de minha cabeça. Será que ele me ouviu dizer? Não, eu apenas pensei. Será coincidência? O que esse homem tem que eu não consigo compreender... E porque essa conversa sobre Deus e forças do mal? Anjos e demônios. Não consigo entender...”, ela começou a pensar de olhos fechados. Ele não disse mais, como se estivesse dando um tempo para que ela pudesse pensar...

...

Então ela decidiu não mais pensar em nada, apenas continuar ali como estava, sentindo aquela mão quente sobre sua coxa, lhe dando um prazer secreto, aumentando aos poucos. Era como se daquela mão quente o calor fosse irradiado para todo o resto do corpo. Ela não entendia, mas não conseguia se concentrar para pensar. Estava apertando o braço daquele homem com força. Começava a morder os lábios...
=]

terça-feira, julho 08, 2008

Transtorno coletivo

Por azar, ou por sorte, não possuo nenhum apetrecho eletrônico portátil para ouvir música. Sei muito bem das vantagens e desvantagens de ter ou não ter. O bom é poder/ tentar relaxar durante alguma espera, em movimento ou parado. O ruim é porque eu me distraio facilmente sem música nenhuma, imagine com alguma. Por isso, em minhas viagens diárias nos ônibus da nossa Loura Desposada do Sol – ainda não entendo o “Loura”, mas tranqüilo – andei pensando novamente na situação dos nossos meios de transporte coletivo.

E a uma conclusão eu cheguei: não temos transporte coletivo, temos um transtorno coletivo. Fora os usuários de táxi, os outros estão todos nas mesmas condições, sub-humanas, diga-se de passagem. Falando em passagem, esta não sobe há três anos, mas nunca há de descer. Menos mal, afinal, pagar um preço alto por um serviço pobre, ninguém merece.

Voltando ao transporte, ops, transtorno coletivo. Vamos por partes. A espera nunca é agradável por conta de em muitos locais não haver proteção contra sol e chuva. E a proteção contra assaltos é apenas a fé. O negócio é ficar esperando e rezando. Primeiro, pra não ser assaltado. Segundo, para o veículo não demorar a chegar. E, por fim, para ele não vir tão super lotado.

Quando ele chega, se o motorista do ônibus parar, a batalha agora é para subir. O ônibus pára e a multidão começa a se mexer. Tal qual uma boiada, mas sem ninguém para tocar. Nunca dois degraus pareceram uma montanha. A pessoa escala os dois degraus sendo empurrada por uma multidão. Se não houver espaço lá dentro cria-se um. Em grande parte dos casos nem todos conseguem entrar, sorte talvez.

Lá dentro, a história é outra. Será sorte se não houver passageiros levando isopor, sacola, gaiolas e outras coisas mais que ocupam espaço. Não é culpa deles, precisam do transporte tanto quanto os outros. Fora isso, outras coisas mais.

Não há filas. Nessa hora você lembra de discursos políticos: - A massa de trabalhadores não pode continuar sendo espoliada! E nesse momento você sente-se na massa. Não há diferença entre você e o vizinho do lado, de cima ou de baixo. Você não sabe mais onde começa e termina seu corpo. Todos são uma massa só. Uma coletividade, não por opção, claro. O bom disso tudo é não precisar se preocupar em segurar em algum local, não tem como se mexer. Se a massa vai pra frente ou pra trás, você vai junto. Pode até dormir em pé, devendo ter cuidado com gatunos e tarados, vermes dos coletivos.

Há as pessoas mal-educadas e as bem educadas. Aquelas que se oferecem para segurar seus pertences e aqueles que fingem não estar vendo o seu sofrimento com pastas, livros, sacolas e tudo o mais que você precisa ou inventou de levar.

O ônibus pode servir para fazer novas amizades. Sim, é verdade, é possível. A pessoa começa a conversar como que não quer nada, apenas para passar o tempo e quando menos espera, pronto, fez uma amizade. Pode ser com o trocador, com o motorista e até com uma pessoa que você conhecia, mas nunca teve a oportunidade de conhecer melhor. Por conta das viagens nos ônibus essa oportunidade apareceu e passou a conhecer uma pessoa legal.

Tem pessoas que vão conversando na maior calma, parecem estar em casa. Todos escutam a conversa e fingem não escutar. Uns vão dormindo tranquilamente, o cansaço é grande demais. Muitos ainda vão passar nos Terminais de Integração e pegar outro ônibus. Chegar em casa é uma aventura grandiosa, melhor, uma odisséia. É preciso ter muita energia e paciência. A maior alegria é poder dar o sinal para descer, ou, como acontece ás vezes, ser expelida do coletivo. A maior alegria da pessoa é sair e poder chegar em casa, sem nem pensar que no outro dia vai ser tudo igual... =]

terça-feira, junho 24, 2008

Noite de chuva

Sabe o que é ruim nessa noite chuvosa?
Não poder ver a lua.
Estranho fascínio tenho por ela.
E pela chuva.
E também por ti.
É ruim não escutar um violão agora.
O frio parece maior.
Acho que falta teu corpo aqui.
Junto ao meu.
Pra aquecer...
Satisfazer as almas...
A chuva não é ruim.
Ruim é não ter você aqui.
Tua intensidade.
Misturada com minha leveza.
O teu gosto doce.
Teu olhar inquieto.
Sempre observando.
Buscando o que eu não entendo.
Mas não tem briga.
Sempre há uma solução.
Por enquanto, só há o desejo.
Você aqui.
=]
Segurem a rima

Segurem a rima
Não deixem ela fugir
A danada me deu a maior volta
E com cara de cínica ainda fica a sorrir

Segurem a rima
Façam-na pra casa voltar
Faz tempo que chamo por ela
E ela aí está a se rebelar

Segurem a rima
Quero ela aqui bem perto
Só com ela me sinto mais viva
E sinto que até meus olhos ficam mais despertos

Segurem essa rima
A danada que faz zombaria com meu coração
Sabe que o danado anda vazio
E por isso que faz danação

Rimazinha deixe de ser tola
Há tanto pra você rimar
Tem futebol, sol e livros
E olha que nem falei do mar

Quando resolver voltar pra casa
Estarei te esperando no portão
Cheia de idéias na cabeça
E com a tua companheira cerveja na mão

Lorena da Silva



Segura a rima Lorena

Segura a rima Lorena
Não deixa ela cair
Tão frágil a coitada
Que pode até se dividir

Segura a rima Lorena
Toma conta com carinho
Ela até pode ser danada
Mas é só versar direitinho

Segura a rima Lorena
Nem importa se está boa
Basta ver se do restante
A arteira não destoa

Segura a rima Lorena
Mostre a ela quem é que manda
Ponha ela no lugar
Mostre quem é que é a bamba

Segura a rima Lorena
A danada é ligeira
Basta só se descuidar
E ela se transforma inteira

Segura a rima Lorena
A gaiata quer fugir
Põe firmeza nesses versos
Faça ela desistir

Segura a rima Lorena
Mostra o mundo para ela
Mostre o feio e o belo
As beldades e mazelas

Segura a rima Lorena
Amarra nela os sentimentos
Impregna com saudades
Relembra os bons momentos

Segura a rima Lorena
Deixa falar o coração
Mostra que apesar de simples
Carregada de emoção

Segura a rima Lorena
Mostra o tanto a rimar
Um infinito de coisas
Que nem dá pra falar

Solta a rima Lorena
Mostre ela para todos
Tua é ótima nos versos
Digo isso sem esforço
=]

O que eu faço

Tanta coisa pra fazer
E eu fui ser jogador
Tanta coisa pra tu entender
E eu sem ser grande explicador
O que eu tenho a te oferecer
Nada mais que o puro amor

Eu queria era ser músico
Tocar flauta, gaita, viola
Mas nada disso aprendi
Inventei de ir jogar bola

Eu queria, então, ser poeta
Te dedicar perfeitos versos
Não nego, tentei
Mas pra isso, não presto

Decidi ser artista
Pintando, esculpindo. Criando.
Eu confesso, tentei.
Mas em nada deu, foi engano.

Tentei depois ser ator
Manipular meus sentimentos
Dependendo da situação
Rir, chorar ou sentir dor.

Foi mal, esse projeto não andou.
Isso é coisa que eu rechaço
Fingir ser outro, para outros
Isso é coisa de palhaço!

Mas engraçado, é isso que eu faço
Contar, fingir, versar
Serei eu um palhaço?
Ou só mais um a rimar?

Veja só a complexidade
O poeta não é um fingidor?
Qual será o meu intento
Ao fingir meus sentimentos?

Sou sincero em meus versos
Posso ser outro também
Eu escrevo o que quero
Devo nada a ninguém

Eu só queria dizer que te quero
Sem ser um desastre
E o que eu estou sentindo?
Vontade grande de encontrar-te!
=]

Versos Viagens

No amor
Não sou doutor
Nem sou profeta
Nem tu és princesa
Ou Cinderela

Desculpe, foi engano.
Não doutor, nem profeta
Mas tu és princesa
E a mais bela.

Desculpe os erros
O que eu fiz
Não sou perfeito
Sou aprendiz.

Desejei desde o começo.
A força pra te segurar em meus braços.
Segurar e não prender.
Aconchegar.
Te deixar livre, pra ir e vir.
Não te aprisiono.
Nem te julgo.
Nem em meus braços.
Nem em meus poemas.
Te dou asas, quebro as correntes.
Se vai ficar ou vai partir.
Somente tu vai decidir.
O que eu mais quero
Te ver contente. =]

Na espera

Olha só que loucura
O amor da minha vida
Todo dia
Passa lá na minha rua

Vejam só a tortura
Só conseguir olhar pra ela
Não dizer: eu te quero
Me escuta

Terminei minha procura
Quero beijo, dengo, carinho.
Então me faz um favor
Vê se cruza meu caminho
Só você é a cura.
Pra esse mal de estar sozinho.
=]

terça-feira, maio 20, 2008

Perfume

E meio sem querer
Eu lembrei de ti
Peço desculpas
Coisas da vida

E o pior
Ou quem sabe, o melhor
Não pude controlar
Foi mais forte

Foi teu perfume
O culpado disso tudo
Não conseguiu passar
Evaporar

Ficou impregnado em mim
Não saía de jeito algum
Um perfume sem fim
Longe de algo comum

E toda vez que respirava
Logo ele vinha
Não conseguia parar
Parar de sentir, de pensar
=]

domingo, maio 18, 2008

Tchau

*Achei aqui um papel solto com uns rabiscos... não mudei nada. Ficou assim:


Tchau

Olha, não te quero mais,
pra mim
te desejo tudo de bom
alegrias sem fim

te gosto como um irmão
só quero teu bem
por ti enfrento qualquer um
assim não temo ninguém

ai de quem te fizer mal
ainda mais fazer chorar
vai saber não sou legal
a quem ousar te machucar

tu pra mim és uma princesa
sei, contudo, não és perfeita
mas pra mim isso é besteira
como tu não há igual

tudo que eu tentei dizer
espero possa entender
te dedico singelos versos
e tudo de bom pra você
=]

segunda-feira, maio 05, 2008

Minha arma

A palavra é minha arma
Meu verso
Com ele faço graça
Ou protesto

A palavra é minha arma
Meu verso
Com ele espanto o mal
Disperso

Eu já disse, é minha arma
Meu verso
Com ele mudo o mundo
O universo

A minha arma
O meu verso
Não conto apenas mentiras
Sou sincero
Minha arma
Meu verso
Dele eu sou senhor
Sou servo

A arma
O verso
Eu só quero me expressar
Não preciso de sucesso

Com ele eu faço vida
Invento amores
Multiplico alegria
Afasto as dores

A palavra é minha arma
Meu verso
Com essa vou embora
Me despeço
=]

Versos livres e tristes

Mas que coisa
Vazio e frio
Sem sentidos ou emoção
No escuro, perdido
Sem concentração

Meu Pai que deslize
Agora lembrei
Não mando no coração
Aquele rebelde

Um estado confuso
Estático
Como quem não sabe aonde ir
O que fazer

Um dia triste
Com toda certeza
E sabe o pior?
Ele ainda nem acabou

E noite agitada
Como se pode dormir?
Pensando em mil coisas
Vontade de sumir...

Contudo, não acabou
Nem deveria
Pois depois da forte chuva
Pode vir um arco-íris...
=]

Por ti

Eu peço por ti
Eu te prezo
Eu rezo
Eu verso

Não digo tudo
Te quero
Sem pressa
Eu espero

O tempo é aliado
Não insisto
Sei como funciona
Ainda assim, persisto

Te vejo ao longe
Nos imagino
Então me lembro
Te quero perto

Por ti sempre irei
Não deixarei de tentar
E a energia para isso
Nunca faltar-me-á
=]

domingo, abril 13, 2008

Helena, não de Tróia, mas tão bela quanto

Ah Helena, desculpa o egoísmo
Mas você me faz falta. E muita.
Esses dias de chuva me lembram você.
Esses dias de sol também.

A varanda está mais vazia do que nunca
As flores já nem chamam atenção
Elas sempre foram apenas a moldura
Pra pintura mais bela que é você

Entre um trabalho e outro
O bate-papo descontraído
Conversar cotidianas
Detalhes nem tão importantes

Mas antes do triste final
Deixo aqui registrado
O prazer de tua companhia
Fazendo melhor os meus dias

“O prédio agora jaz sem vida”
Isso já é exagero, a vida não acabou
Ela apenas foi modificada
Perdeu um pouco da alegria diária...
=]

Passado, presente e futuro

Até o momento um futuro jornalista.
Mas quem sabe o futuro?

No passado, uma tentativa de poeta.
É proibido tentar?

No sonho, um cronista.
Mas quem não é cronista nesse mundo?

Um cara com muitas perguntas.
Quem tem as respostas?

Um homem com muitos sonhos.
É proibido sonhar?

Um sujeito um pouco estranho.
Somos todos iguais?

Um louco de muitos amores.
Não se pode amar demais?

Um passado, presente e futuro aprendiz.
Afinal, quem quer saber de tudo?
=]

Poder pra quem quer o poder?

*Versos antigos, agrupados não sei pq...

O sol e a lua, e, por favor,
uma rima que não seja minha boca e a tua.

Um olho no gato e outro no peixe.
Um pássaro na mão, a faca e cadê o queijo?

Em terra de cego,
mas sem querer enxergar.

Ao norte e ao sul.
No claro e no escuro.

Mundo, mundo, injusto mundo.
Mais injusto são alguns homens no poder...

E a vida?

*Era pra ser apenas um recado pra querida amiga Lorena

E a vida?
Ela me perseguindo e eu sempre indo ao seu encontro.
O que seria eu sem ela e ela sem mim? Eu sou a vida e ela é eu (tá certo isso?).
Um só nós somos, um universo, um cosmos.
Um amálgama de mil possíveis que não se contenta em ser um só.
Uma explosão de choro e riso em momentos diversos.
Amor e rancor em momentos belos e perversos.
Eu sou a vida, minha vida que não é só minha.
É também de meus caros amigos.
Com eles eu a divido, me divido, me partilho sem me perder, pra apenas ganhar, dividir para poder somar.

Poesia que cresce

Vai saber
quem é melhor
ou é pior

se ela rima
ou se destoa

se ela é brisa
ou se é garoa

mais alta ou mais baixa
perfeita ou não encaixa

é preciso ou descartável
um porre, ou agradável

é a musa?
é muita areia pro caminhão?

se me atura
se é a Dalila e eu o Sansão

agora é pra parar
deixar disso, não mais rimar

é pra falar sobre as pessoas
não só a mulher, que te atordoa
=]

sábado, março 15, 2008

Continuemos então...

Antes era o ócio

Que vivia a me inspirar

Era só ver um casal na rua

E os versos teimavam em brotar

Antes era o fazer nada

Que arrastava a caneta pelo papel

Era só ver o eclipse da lua

E desatava a rimar mel com céu

Agora é a correria

Que não me deixa duvidar

Nem que seja no balanço do ônibus

Não posso deixar de versar

Lorena da Silva

Continuemos

E você diz:
-não posso parar
E eu te respondo:
-Sigamos a versar.

Sem pressa
Sem medo
Com alma
Com desejo

E tudo é motivo
Nada passa despercebido
É o casal a namorar
É o samba fazendo dançar

É motivo de briga e discussão
O pedido de desculpas
A recusa, o orgulho
Receoso, o sincero perdão

Escrita feita pra ele
Versos dedicados a ela
Pensamento fixo numa idéia
O Eu querendo extravasar

E na conversa peço uma pausa
Pro meu coração poder falar
Não quer ser muito chato
Apenas quero desopilar

E tu me procurando
Como se eu estivesse perdido
E eu te desejando
Se nem ter te conhecido

E o destino vai brincando
Tecendo nosso futuro
Sem saber tal controle
Eu detesto mais que tudo

Eu sou livre pra escolher
Qual caminho vou seguir
Se o certo ou errado
Ninguém por mim vai decidir

E por ser escolha minha
Por direito eu sou dono
Daquilo bom ou ruim
Sendo um ônus ou um bônus

E lá vai uma decisão
Te desejo ao meu lado
Posso ser precipitado
Mas disso mão não abro!
=]

Só um banho?

Tem coisa melhor que um banho de chuva?
A água molhando o rosto
Limpando o corpo
Alívio pra alma

-Rapaz, deixa de exagero
Isso é só água
A dos céus é igual
A dos lagos e mares

Isso pra ti
Sem crença, sem fé
Até sem imaginação
Mas ainda tem salvação

-Salvação? faz-me rir
Parece um louco
Parece criança
Basta chover...

Não tenho culpa
Prazer enorme que sinto
Fazer o quê?
Melhor aproveitar

-Até quando vai ser isso?
Precisa crescer
Não pode ser
Pra sempre assim

Não se preocupe
Quando morrer eu paro
E criança eu sou
Por gostar de banho de chuva?

-Parece criança, já te disse
Correndo pra lá e pra cá
Abrindo os braços aos céus
Agradecendo a chuva...

Pois no futuro, aguarde,
Serão várias crianças
Eu e meus filhos, pode ser "nossos",
Curtindo a dádiva dos céus

-Rá! Mas é claro que não.
Nossos filhos? Nada disso,
Não viaja.
Não tem perigo de acontecer

- Quando eu digo nossos,
Quero dizer os meus
Junto dos teus,
Mas se quiser mudar...

-Esqueça isso!
Não mude de assunto.
Te conheço.
Quer me enrolar...

Longe de mim fazer isso,
Melhor parar essa conversa
Parou o assunto chuva, vamos ali,
Conversar outra coisa...
=]

Pode brincar

Porque se você não cuidar
O bom e velho Amar
Pode se tornar Amarra

E aquele sentimento tão forte
O conhecido Ódio
Meio ruim...
Por pouco não é Ócio...

E tem coisa melhor que brincar?
Que receber Carinho?
Tão bom quanto brinquedo de criança
Um Carrinho...

Hum...

Hum...
Essa chuva caindo lá fora
Esse frio batendo aqui dentro
Só vejo uma possível solução
Teu corpo quente ao meu lado

Conversas cotidianas na cama
Palavras indecentes ao pé do ouvido
Um olhar mais profundo
Um toque mais leve

E então ela decide parar
A chuva.
E o resultado?
O clima começa a esquentar...

Um instante

Só um instante, por favor.
Quase um mês sem nada de novo.
O tempo passa depressa.
Peço desculpas pela demora.
A preguiça tem uma parcela de culpa.
A criatividade, ou a falta dela, também.
Uns escritos novos.
Espero que gostem.
Agradeço ao pessoal que sabe da existência e acompanha.
Mesmo não sendo assim tão objetivo,
vocês sabem de quem estou falando.
De umas poucas pessoas, que valem por uma multidão.
Muito obrigado e vamos adiante.
Eu sempre prometo postar com mais frequência pra mim mesmo.
Assim como entrar mais no msn, não chegar mais atrasado, estudar mais, escrever...
E prometo de novo, porque um dia eu consigo.
Bjos-abraços.
=]

domingo, fevereiro 17, 2008

que dia besta

Eita dia besta meu Deus
Parece um dos poemas do Drummond

o tempo passa devagar
as pessoas andam devagar
até os carros estão devagar


o vento sopra tão fraco
a rede balança devagar
o aroma do café sobe sem pressa


uns pássaros a me observar do telhado
preguiça de voar
os versos não querem mais sair
preguiça de pensar...
=]

sábado, fevereiro 16, 2008

Está na hora

Era necessário mais um encontro
Colocar tudo em dia
As verdades e enganos
E o que mais fosse preciso

A precisão nem seria objetivo
O acontecimento em si
É o suficiente
E isso já me faz rir

Colocar tudo para fora
Escrever torto em linha certa
Como era há tempos
Como deve ser sempre

Buscar ‘uma’ rima perfeita
Buscar a música nos versos
Sentimentos complexos
Simplicidade sem queixa

E pensando melhor:
Quem quer a perfeição?
Não pretendo ser o melhor
Nem buscar canonização

E um verso aqui
Mais outro acolá
Por vezes bem lógico
Outras até sem nexo

Pensar mais um pouco
Fazer a cabeça trabalhar
Como criança, velho ou louco
Deixar o coração falar

Não ter medo
Da rima besta
Do verso tímido
Deixa fluir, deixar...

E ele vai nascendo
Sem pressão
Vai melhorando
Bem leve...

E como em tudo na vida
O essencial mesmo é começar
Isso que faço não vale dinheiro
Mas não significa desvalorizar

Como uma moradia
Feita para famílias carentes
Como um arroz com feijão
Forte, sem luxo nos ingredientes

E aos poucos, as idéias chegando
Como formigas atrás do açúcar
E aos poucos vão ficando
Como as marcas de nossas lutas

E aquele verso, tão tímido
Começa a aparecer
E aquele sentimento tão forte
Não quer desvanecer

E então ele chega ao fim
Não triste e desiludido
Mas mais ou menos assim:
Livre, leve e desinibido.

=]

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Tem jeito?

Coração danado
Diz o certo e o errado
O aceitável e o pecado

Coração, burro?
Sempre esquece o passado
Só imagina um belo futuro

Coração de dar dó
Quer estar acompanhado
Não aguenta ficar só

Coração arteiro
De um sujeito bom
Casado ou solteiro

Coração sem jeito
Serve alguém com problemas
Não precisa ser perfeito

Coração valente
Basta escutar um riso
Logo está contente

Ah meu Coração
Sempre brigando com a razão
Não foram feitos pra rimar

Ah meu Coração
bate cada vez mais forte
acredita sempre na sorte

Ah Coração
nem precisa explicar
a causa de tanta emoção

Ah meu Coração
basta ela passar
delírio

Ah meu Coração
basta ela sorrir
Alívio

Ah meu Coração
seu louco
sempre a se apaixonar

Ah meu Coração
te conheço
Toma jeito

Ah meu Coração
nem me estresso
não tem mais jeito

Ah meu Coração
por vezes penso:
ainda tem jeito?

terça-feira, janeiro 29, 2008

Eu verso

Eu verso
Por mim
Para ti

E verso
Pra alegrar
Pra registrar

Eu verso
Pensando em você
Querendo também

E verso
Coisas absurdas
Rimas confusas

Eu verso
Sentimentos confusos
Palavras malucas

E verso
Com a alma
Com o coração

Eu verso
Não posso parar
Não quero

E verso
Tentando encontrar
Sabendo onde está

Eu verso
Sem ter um lugar
Sem medo de errar

E verso
Até o limite
Até me cansar

Eu verso
Já sem procurar
Nem mais explicar

E verso
Mesmo sem tu saber
Mesmo sem tu entender

Eu verso
Com meus sentimentos
Com meus devaneios

Eu verso
por saudade
por loucura

E verso
por protesto
pra ser honesto

E verso
Tendo uma musa
Que sempre muda

Eu verso
Mentindo pra ti
Dizendo ser para outras

E verso
Pra ser bem melhor
Pra ser bem mais leve

Eu verso
Eu sonho
Eu escrevo

E verso
E conto
E prosa

Eu verso
Tu versa

Eu verso
Tu, verso

Eu verso
Tu não
Mesmo assim
Nós rimamos

=]

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Já viu isso?

Tum tum tá
tum tum tá
tum tum tá...

Não é o pandeiro
que esquenta o samba
É meu coração
que não descansa

É o olhar procurando sem fixar

É a mão procurando onde ficar

É arrepio no corpo todo
É a língua dum jeito louco

É a frase passando na cabeça
É a chance descendo o ralo

É o tempo passando depressa
É a chata tremedeira na perna

É a mexida no cabelo
É a posição sem jeito

É a batida no peito
É o frio na espinha

É a vontade do beijo
É crescimento do desejo

É a espera sem fim
É a hora de agir

É a decisão tomada.
E agora é a hora...

Vai, sem medo...
Descobre o que deve ser
Não tem segredo...
É só deixar acontecer...
=]

Sai dessa

Ai solidão
Melhor estar contigo
Que com meu amor

Ah meu amor
Melhor estar contigo
Que com a solidão

Ai solidão
Ah meu amor
Que beleza de contraste

Sai solidão
Não te sinto
Vai meu amor
Não te quero

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Saudade dela e quase tudo se acabou

"Ai que saudades da Terra/ Aquele que era planeta de verdade/ Ali não se tinha nenhuma maldade..."Toda lembrança que temos é passível de pequenas alterações feitas por nossa mente.Quando morávamos na Terra as coisas eram bem melhores. Não se tinha ainda colônias na Lua ou em Marte. Qualquer local de lá era bem melhor do que nas colônias. Banhos de sol, de mar, de chuva, água. Ah, a água...

Ah como era bom. Achei um livro de História da Terra bem interessante. Diz aqui o seguinte:
''Eles – homens pós-primitivos – não souberam como se portar junto com a Mãe-Terra. E como pouco a pouco foram destruindo-a, ela soube se vingar. Não se brinca com a Natureza. E mesmo com muito aviso de alguns lúcidos sobre a destruição do mundo (os loucos?), os Líderes de algumas nações não deram ouvidos.
Quem sabe um grupo de religiosos acolá não ficou feliz, pois finalmente puderam presenciar um cenário quase apocalíptico tal qual estava no livro sagrado deles. Um dilúvio, como aquele presente na crença de algumas religiões, acabou por fazer uma grande limpeza no planeta.

Pois bem, a operação é a seguinte: aquecimento global + falta de cuidados = destruição total. Aquele negócio das calotas polares derretendo e ninguém dando bola... Foi o que aconteceu. Alguns sobreviveram, não foram muitos. Os animais conseguiram escapar ainda não se sabe como. Estão até hoje procurando por algum barco gigantesco... Deus protege os pobres e o dinheiro protege os ricos.

Depois disso, foi aquela correria. Desespero instaurado na população mundial. Como nossos governantes não nasceram de um dia para outro, são todos bons animais, cobras criadas ou raposas velhas, deram um jeito. Com aquela conversa mole, mas convincentes, deram um jeito de acalmar à todos. Tudo era muito simples. Todos iriam ser salvos. Ufa! Ainda bem. E foram? Bom, uma coisa é uma promessa, outra coisa é a realidade...

Os ricos todos se salvaram. Os pobres e a classe média? Bom, muitos conseguiram escapar, afinal, mesmo no Novo Mundo alguém tem que trabalhar. E não pergunte como conseguiram fazer colônias tão rapidamente. Elas já tinham uma base e foi só acelerar a construção. É sabido: quando os poderosos irão perder algo, num passe de mágica tudo acontece. Mas sem radicalismo, nem todas as pessoas ricas são ruins e as pobres boas, não existe isso. Existem uns e outros esquecidos de seus semelhantes, apenas isso. E falar em semelhante é até difícil, pessoal procura diferença pra brigar... Contudo, continuemos.

E foi feito então o Novo Mundo, com o Velho Homem, esse, por sinal, demorou um pouco pra evoluir (evoluiu?) e se adaptar ao novo ambiente. Mas conseguiu e por isso estou aqui contando esta bela história. A sobrevivência do homem. Mui belo. Contudo, ainda temos problemas. Desemprego e doenças ainda existem. Outros problemas também. Ainda não temos a cura desse mal porque ele não afeta aos mais fortes ainda, aos mais ricos. Mas ainda vamos chegar nesse ponto. Ah se vamos...

quinta-feira, janeiro 03, 2008

E agora? Você decide...

Descobri tarde demais
Não era isso que queria
Ah se pudesse voltar atrás
Hoje não me arrependeria

Cortamos o laço
Será que foi certo?
Será que cortamos?
Qual o próximo passo?

Não posso entender
Estava tão certo
E agora essa situação
Meu Pai o que fazer?

Não posso ficar sem ti
O tempo mostrou
Aquilo foi um erro
Te quero, agora e aqui

Te fiz sofrer
Te fiz chorar
A dor me aflige
Melhor parar

E tudo me lembra você
E tudo me faz sofrer
E tudo me faz pensar
E nada posso fazer

Dependo de ti
Estou em tua mão
Você que resolve
Preferia estar em teu coração

=]