quinta-feira, março 26, 2009

Oura, é Carnaval!

Bom, recorde esse mês mesmo.
Esse texto é do mês passado, da época do Carnaval. Eu ia colocar antes mas acabei deixando de lado pra poder dar uma melhorada nele, que também nem deu certo heheehe.

E agora eu vou colocá-lo enquanto eu faço um outro texto acolá. Assim que acabar eu coloco ele aqui, tem horas que não dá tempo e dá preguiça de escrever, mas eu vou ser forte! Esse texto eu acho meio estranho, acho que eu enrolo demais, que quero dizer alguma coisa e acabo sem dizer, mas, oura, é Carnaval!

E vamos que vamos.

Bjos e abraços!
=]

“Thuco, thuco, thuco gostoso, thuco, thuco, dança do povo...”
“Rala a tcheca no chão! Chão! Rala a tcheca no chão...”
“Isso não é reggae, isso não é samba... Cuduro! Cuduro! Você faz assim, você faz assim...”
“If i was young, i leave this town...”
“Pretty girl….”

“Acabou-se o carnaval! Vão se embora seus sem-futuro! É o fim da festa! Do bacanal!” Dona Roberta Pessoa, 22 anos.

Acredito que estudioso nenhum há de abarcar o sentido real do carnaval, se é que ele existe. Pode até imaginar o sentido imaginário, mas vai ficar na imaginação. Como disse um sábio, que não conheço, cada caso é um caso. O sujeito aproveita o carnaval pra ficar em casa com a família, filhos, amigos. O amigo do trabalho viaja e se veste de mulher. A chefe dele viaja com o amante, que é o marido de outra mulher. Outra viaja para o exterior, ou para o interior. Uns vão para as serras, curtir um frio, jazz and blues. E tem aqueles que vão para as praias. E quem nunca foi para um carnaval em alguma praia, vou contar o que nós vimos nesse nosso carnaval mais recente.

O Carnaval é uma festa religiosa, ou, pelo menos, era pra ser. Alguém lembra o que é comemorado? Não? Tudo bem, ficamos com o feriado pelo feriado mesmo. Foram cinco dias de carnaval (sexta à noite, sábado, domingo, segunda, terça e quarta pela manhã). E voltei achando que se durasse mais dias tinha muita gente morrendo, ia ser pesado demais, pro fígado, rins, estômago, cérebro, e, pro bolso.

Quando se fala em Carnaval na praia, quais pensamentos surgem primeiro na cabeça de muitos? Casas lotadas, pouca roupa, muito álcool, pouco juízo e muitas loucuras. A sexualidade está no ar, assim como o lúdico. Sim, o lúdico. Adultos tornam-se crianças, sendo que mais perigosos. As crianças, ah, essas se divertem, tem coisa melhor do que poder jogar goma em todos os conhecidos e desconhecidos que passam por perto? Não, não tem. Mas nem todos ficam perigosos, há alguns que fazem a brincadeira saudável. Sim, isso existe.

E como é isso? É ver a misturada que a festa faz em alguns locais. Todos de branco, no rosto e no corpo, a goma iguala todo mundo. O mais fraquinho suja o mais fortinho. E não brigam. Bem, alguns brigam, e esses não sabem brincar. A festa mais democrática? Bom, pode ser. Pode não ser.

É época de mela-mela, de muita música (?) em alto volume, desrespeitando o sono dos demais. Oura, é Carnaval. Tudo pode não é? Não é o que dizem? É época de trair namorado e namorada. Oura, é Carnaval. É época de beber até perder a consciência. Oura, é Carnaval (e tem vezes que nem precisa ser pra fazer isso). É época de beijar todos e todas. Oura, é Carnaval. É época de fazer tudo loucamente, carpe diem levado ao extremo possível. Oura, é Carnaval.

No Carnaval a gente vê o bombado de academia vestido de mulher. E ele, tão macho, se solta tanto que nem percebe que está gostando daquele vestido, daquela mini-saia, maquiagem, de agarrar outros homens... Opa! Oura, é Carnaval. É época de descobrir que o Carnaval é uma época à parte. Oura, é Carnaval.

No Carnaval a gente vê a menina com o namorado dizendo “amor, vou só ali comprar um água”, e acaba beijando mais cinco bocas diferentes, de homens e mulheres. Ou então ele quem diz “amor, vou comprar uma cerveja e volto já, fica aí!”, e volta depois de alguns bons minutos dizendo “a fila tava terrível” e pensando no que vai contar aos amigos depois.

É tempo de ver adultos e crianças brincando sem medo de serem felizes. De ver senhores e meninos juntos numa grande algazarra. De ver meninos e meninas tornando-se homens e mulheres. Indo brincar escondido na beira da praia escura, dentro do carro, na casa por um instante vazia...

É tempo de ver que todos são dançarinos e simpáticos a quase tudo. Ver várias pessoas dançando até o chão com o maior sorriso do mundo. Vê que o álcool, o maior lubrificante social inventado pelo homem, realmente funciona! Se o homem inventou ou descobriu, ganhe o bônus e o ônus, pois se algumas pessoas ficam mais sociáveis, algumas ficam também mais perigosas, principalmente com um carro ou moto ou garrafa ou pedra ou nada nas mãos.

É tempo de ver a garotinha triste porque viu o namorado com outra. De ver o marmanjo chorando porque a namorada foi pegue por trás das dunas com o melhor amigo dele. É tempo de ver o perdão nascendo, e morrendo, amores nascendo, outros acabando. É Carnaval, oura mais!

É tempo das muitas paixões ou da grande paixão. Ver aquela pessoa na praia pela manhã, passar o mela-mela atormentando-a, ganhando a simpatia mesmo enchendo boca e olhos e ouvidos de goma. Arrancar um sorriso e saber que mais tarde na praça as coisas vão melhorar. É hora de se apaixonar de novo no outro dia. É tempo de não ter hora para nada. Sempre é hora de diversão.

É tempo de ficar mais perto dos amigos, ficar sozinho com o amorzinho, sem pais nem irmãos menores por perto, sem papagaio vigiando. É tempo de estreitar as amizades, acabar com algumas e começar outras. É tempo de aproveitar o tempo, para descansar, para utilizar todas as energias possíveis e impossíveis. Pra extravasar todas as tensões e frustrações. Mas quem lembra delas? Oura, é Carnaval!

No Carnaval é permitido tudo, menos ficar de cara emburrada, isso não combina. Porque é nessa data que se esquece tudo de ruim, prega-se a overdose de alegria, de loucura. Quem conseguir descansar, extravasar e ficar satisfeito com o feriado está de parabéns. Vale ficar só na tranqüilidade também, só no sossego. Bom, pelo menos tentar, pois não é difícil um playboy qualquer sem nada na cabeça aparecer mostrando que o som do carro dele pode ser mais alto que um trio elétrico. Pode ser Carnaval, mas babaquice, idiotice demais em uma só pessoa devia ser crime, punidos com o Carnaval todo em cana, vendo o sol nascer quadrado. Isso serve para os chatos, para os marginais, para aquele que só querem saber de brigar.

Eu não entendo como um sujeito pode estar rodeado de mulheres e ficar olhando para outros homens atrás de briga. Tanta mulher bonita por aí, tanta coisa melhor pra fazer... Com um tempo bom desses pra fazer tanta coisa... Carpe diem! Vamos aproveitar o máximo o dia, a vida! E, oura mais, é Carnaval!

=]

segunda-feira, março 16, 2009

Crônica de domingo

É Lorena, acho que esse mÊs é recorde mesmo.
Negócio tá indo bem heehehheeheh.
Essa agora saiu no domingo, aí vou colocar logo hoje.
Conseguindo esvaziar um pouco a cabeça.
E é isso, até depois.

Abraços e beijos!
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Crônica de domingo

O domingo amanhece chuvoso, não dá vontade nem de sair da cama. Sair daquele mundo bem quente e aconchegante pra enfrentar o mundo frio. No entanto, é preciso ir lá fora, resolver assunto inacabados, os quais nunca se acabam, graças.

Depois de um café da manhã bem light, ou o primeiro turno, é hora de sair de casa com dois objetivos: colocar crédito no celular para poder me comunicar com algumas pessoas e comprar um par de chinelos novos, pois os meus então tão velhos que pareço que ando sob dois guardanapos com cabrecho, ou cabresto, nem sei, aquele negócio do chinelo.

Decidi fazer um caminho diferente, indo em uma rua paralela à avenida. Tudo tranqüilo demais e eu lembrei: tenho de escrever sobre o meu bairro, e o texto devaria começar assim “o meu bairro nem sabe o quanto eu gosto dele...”. Mas não começou assim, entretanto, vamos em frente.

A rua estava tão tranqüila, lembrava-me a outra rua paralela do outro lado, quando volto do trabalho eu volto por ela. Tem dias tão calmos, vou andando apenas escutando os meus passos, e isso acontece até na principal vez por outra.

Essas ruas assim calmas, de uma calmaria que parece enganar, pois alguém pode estar à espreita, esperando para lhe dar um bote... Não é hora de pensar nisso. Vamos para a calmaria mesmo.

Quais são os sons do momento? O grito e o riso das crianças, pois domingo todas acordam cedo com uma sede de viver, de brincar, de fazer tudo ao mesmo tempo, indescritível. Criança não descansa nunca. Posso ouvir também o canto dos pássaros, alguns em suas prisões, outros em suas árvores. Cantos dos mais tristes e dos mais alegres.

E domingo é dia de futebol também (qual dia não é para mim?). Passo na mercearia e compro meu par de chinelos pretos (parece sujar menos). E na volta vejo pai e filho, os dois com camisas alvinegras. O pai levando o saco de pão e a criança despreocupada em sua bicicleta.

E ali eu vi meu passado e futuro imaginário, sem saber se aconteceu ou se vai acontecer algo do tipo. Eu nem sei do futuro, eu esqueço um pouco do passado, eu vivo e brigo com o presente, eu esqueço o futuro, eu lembro o presente e o esqueço depois. Eu brinco com o presente planejando o passado e esquecendo o futuro. Vou vivendo, com passado, presente e futuro. E eu sei da minha relação confusa com o tempo, eu precisando dele, e ele me ajudando quando quer.

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quinta-feira, março 12, 2009

De despedida

Rapaz, antes do previsto que nem havia previsto.
Tava querendo escrever sobre isso faz um tempo, andava me atormentando a cabeça.
Aí não tava nos planos escrever desse jeito, mas, bem, tá aí agora.
Acho que vou bater o recorde de postagens num mês ehehehehhe.
VÊ se termino outros inacabados, se faço uns que estão presos por aqui, vê se escrevo mais e leio mais...
e até dpois então!
bjos e abraços!
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A distância ia aos poucos diminuindo. -Corpo inteiro à vista!! Gritava um dos meus neurônios mais empolgados, sempre fora maravilhado com histórias de marinheiros. –É a terra prometida!! Gritou meu neurônio mais religioso. – Nada disso. É o fruto proibido!! Gritou meu neurônio mais gaiato, pra brincar com o religioso. E na verdade, de proibido não havia nada. A “fruta” estava ali, tão bonita, tão saudável, radiando beleza, um algo assim sem palavras que vinha caminhando em minha direção. E ficava olhando e me aproximando.

O que era corpo inteiro agora era só o tronco. –Eita! Vamos nessa!! Gritou um dos meus mais empolgados. –É agora! Vai seu mole! Incentivou outro. E eu parecia meio surdo àquilo tudo, escutava e nem dava atenção. Foi chegando mais perto.

Olhos nos olhos. Olhos na boca. Água na boca. Olhos nos lábios, nos dentes, uma mordida no lábio. Vontade, desejo... E assim, sem dizer palavra alguma, foi acontecendo a maior aproximação possível. Sem hesitação. Não era hora pra pensar em mais nada. Era a hora de deixar acontecer como deve ser, naturalmente...

E então a despedida. O desencontro, o aparte. – Vai macho, mais um não mata não!! Gritou um dos meus mais namoradores. – Declama um Vinicius pra ela!! Disse um dos mais românticos. Era a hora da separação, da despedida, assim como foi o encontro, sem muitas palavras. Dentro de pouco tempo estaria à 2378 km de distância de nossa capital.

O que haveria de fazer? O que haveria de dizer? Dizer? Mais nada. Fazer? Sim. Mais um. De despedida. Mesmo com o último do momento, não estava satisfeito, mas não havia mais o que fazer. Era apenas vê-la ir embora. Como as aves que voam no verão, mas um dia regressam.

E aconteceu tão tranqüilo, tão bom. Por qual razão não fizeram antes? O que os impedia? Agora não adianta pensar sobre isso, na verdade, adianta, pode-se tirar uma lição.

E nessa curta história somente um aspecto pode ser considerado ruim. Sabe o que foi? O pouco tempo.
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terça-feira, março 10, 2009

Bons tempos

Opa!
De volta. Um pouco depois do previsto, pra variar.
Acabei de lembrar aqui de que quem gosta cuida.
Eu ia colocar algo novo pelo menos uma vez por semana, quatro vezes por mês.
E pensei em escrever mais solto, sem ficar mexendo no texto, fazer um desses assim pá-pum, direto pro blog, sem arquivo salvo no word ou bloco de notas.
Um texto bem pessoal, pra ir escrevendo e me conhecendo mais ainda.
Vamos tentar, depois.
Até breve então!
Bjos e abraços!
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ps: tempos sem poesia é ruim, cÊ fica cabreiro de fazer algo novo, se ficou bom ou tá se repetindo, se ainda sabe fazer. essa tava guardada faz um tempo, tava faltando inspiração pra acabar. sorte que eu achei!
=]

Que saudades eu tenho
Dos meus tempos de poeta
Minha rima era perfeita
Minha mulher era a mais bela

Que saudades, meu Deus!
De namorar sob a lua
As estrelas, olhos teus
Minha mão junto à tua

Meu amor que saudades
De estar ao teu lado
Era estar no paraíso
Ao lado do pecado

Tudo agora é saudosismo
Por lembrar assim você
Algo louco, incontrolável
Eu estava à sua mercê

Minha morena, imperatriz
Sempre dona de meus sonhos
Não me lembro de uma só noite
Sem desejar ao teu lado ser feliz

Que saudades daquelas terras
Um oceano a ser navegado
O teu corpo, então, desconhecido
Pedindo para ser explorado

E eu então admirado
Ah meu Deus o que fazer?
-Vais ficar aí parado?
Vou fazer acontecer...
=]

domingo, março 01, 2009

Eu vejo a chuva

Eu vejo a chuva.
Aproveitar a chuva pra escrever e postar logo, tempos não foi tão rápido assim.
Na TV passa o esporte espetacular, viola minha viola e sr. Brasil com o Rolando Boldrin, muito ótimo por sinal.
E aí vaí!
bjo e abraços
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Eu vejo a chuva, mas a danada, faceira, faz de conta que nem me viu. Vai caindo indiferente ao meu rosto colado na janela. Eu vou olhando ela cair, tão livre, tão triste. Numa descida suicida, mas com volta, mostrando que o renascimento é possível, a possibilidade de se reerguer depois de uma grande queda. Não, não é uma chuva triste, é uma chuva metafórica, de auto-ajuda, talvez.

E ela caindo, sem saber, ou sabendo, me prendendo em casa. Desisto da janela, vou para a varanda. Não consigo ver a chuva cair e não senti-la em meu corpo. Uns poucos pingos bastam. Um pouco de água e muitas lembranças. Tantas situações com ela. Esta semana mesmo, desci do ônibus e fiz uns duzentos metros rasos debaixo de muita água. Fazia tempo que não corria, ainda mais debaixo de chuva. Uma alegria grande me acompanhou durante a corrida, o sorriso no rosto veio fácil, a vontade de gritar uhuu!! enquanto corria também.

A chuva me prende em casa, não deixa eu ir ver meu amor. Meu amor que é tão docinho e pode derreter na chuva. Na verdade, ela é muito azedinha, uma torta de limão. Caso doce fosse mesmo, não teria essas frescuras, viria brincar na chuva comigo.

Banho de chuva é bom demais, correndo, pegando as bicas, dando carrinhos pelo chão pra ver quem vai mais longe, jogando bola, tomando banho de mar de mar ou de piscina, deitado na rede, vendo um filme, lendo um livro, comendo, namorando, conversando, pensando. Tanta coisa pra fazer e eu em frente ao computador, conversando, escrevendo, viajando.

E ela cai, mas nem se machuca, E na varanda de baixo uma menina olha a chuva penteando os cabelos da boneca. Na em frente, um bem-te-vi se encolhe na prisão. O cachorro da varanda de frente late de instante em instante, com medo de algum mostro invisível, ou querendo parar a chuva a para correr por aí feito doido. E eu aqui. Ela lá fora. É hora de ir lá lhe dar um abraço...
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