domingo, agosto 21, 2011

Ser humano, ser humano?

Que bicho é tu, ser humano?
Que devia mesmo trocar de nome
E ser chamado de
Ser mundano

Se eu fosse tu,
Ser humano
Largaria todo o ódio
E viveria só amando

Mas que bicho é tu, ser humano?
Que inventou a escravidão
Enganando todo mundo
E oprimindo teus irmãos?

Que bicho é tu, ser humano?
Que carrega nesse nome, humano
Potencial pra tanta maldade
E, contraditoriamente, tanta bondade?

Não te entendo, ser humano
Inventou as religiões
Pra poder brincar de Deus,
Matou tanto inocente,
Que mesmo até sendo crentes
Não tiveram nem a chance
De um mísero adeus.
A qual deus?

Me explica, ser humano?
Quando inventou a absurda teoria
De que burros são os bichos
E espertos são os humanos?

Não te entendo, ser humano,
Por qual razão não faz como
Os pássaros, cachorros, gatos?
Imitá-los um instante
Que perfeito não seria?
Largar toda essa briga
Por Cor, Tamanho, Ideologia?

Me diz, então, ser humano?
Se eu te desse uma nova chance
Pensaria, em deixar de ser assim
Animal irracional
Responsável pelo próprio fim?

Mas tu é muito engraçado, ser humano?
Inventou a medicina
E também o homicida
Saber pedir por graças
E praticar as desgraças

Bonito, hein, ser humano?
Pra quê inventou a propriedade?
Não seria bem melhor
Vivermos todos em irmandade?

Mas, vem cá, ser humano
Já pensou nos dias que virão?
Ou prefere se contentar
Em ganhar mais um milhão?
E se o mundo acabar
Por causa do teu egoísmo?
Pois já saber vai levar
O planeta ao suicídio

Psiu, ser humano
Em respeito aos bons
Vou te dar uma nova chance
Faz favor pra todos nós
Mais uma vez não me engane

Ser humano
Vamos ficar com as coisas boas
Desse teu nome tão estranho
Tem então como ser
Um pouco mais humano?
=]

segunda-feira, agosto 15, 2011

Quatro anos de viagens!

Tcharam!

Quatro anos!

Quatro anos? Pois é, quem diria...

Eu passei dias pensando em colocar algum texto por aqui, mas tinha que ser um texto bem especial, não podia ser qualquer um não.

Acontece que em algumas coisas a gente não manda, na verdade, eu não mando em quase nada, enfim...

Então, assim, desculpa não ter nenhum texto hoje, mas hoje o dia (que na verdade foi dia 13) é só para agradecimentos.

Quem me conhece sabe o quanto eu gosto de escrever, contar histórias, misturando real e imaginário. (sabem também o quanto eu sou louco pela minha morena, por futebol, livros, família, amigos, praia, serra, rede, comer, dormir, viver...).

Eu gostaria de agradecer todo mundo que sempre aparece por aqui, mesmo sem deixar um comentário, não tem problema.

Eu gostaria de agredecer:

Lorena, Carla e Simone, que eu sempre faço questão de ir lá nos blogs ver as novidades, companheiras de longa data.

Josi e as meninas do Eutímicas, Tamyle, Hilário, Katherine, Michel, Juss, Helena, Day, Leni, Roberta, Rafael, Jéssica e tantos outros, obrigado por compartilharem essas histórias e por aparecerem por aqui vez ou outra. São muito importante, de verdade.

E gosaria de agradecer ao pessoal apenas da leitura mesmo, amor, Yslan, Rafa, Rebecca, Alyne, Diego, Leleu, e tantos outros que vez por outra aparecem por aqui.

Eu gosto muito de escrever e mais ainda de compatilhar minhas besteiras, minhas viagens, sempre na veia =D.

Obrigado por tudo, de coração.
Espero que vocÊs tenham paciência pra continuar comigo por mais um tempo e aguentar minhas viagens =p hehehe.

Até a próxima!

Beijos e abraços!!
=]

domingo, agosto 07, 2011

Classificados

Sem querer acabo descobrindo umas coisas bem diferentes. Talvez possa parecer que fico caçando essas coisas, mas não é verdade. Eu estou lá e elas simplesmente aparecem, juro. Quer dizer, não juro não. Mas vamos para o que interessa.

Esses dias, andei procurando nos classificados alguma casa em Canoa Quebrada para poder alugar para passar o Réveillon. E você pode até dizer: “Réveillon? Ainda estamos em julho!”. Oura, mas as coisas funcionam assim mesmo. Em julho, procuramos e alugamos casa para o final do ano; no final do ano, para o Carnaval; no Carnaval, para a Semana Santa e daí pras férias foi o ano embora. Um ano caçando casas ou quartos nos jornais, isso mesmo. Somos caçadores modernos (muitas vezes caçando empregos).

Como não tinha o costume dessa procura, olhei os classificados quase todo e descobri que estão precisando de alguém para lustrar trilho de trem; para trabalhar como cobaia de vacinas e testando coletes à prova de bala. Bem, nada disso me interessa. Até que, sem querer, assim, por acaso, por um descuido, acabei chegando à eufemística seção de “acompanhantes”.

Fora os anúncios de pessoas descrevendo seus atributos e habilidades, com os tradicionais “para executivos”, “para mulheres casadas” e o novo “flex”, “para homens e mulheres”, vi um anúncio diferente. “Romário, 53 anos, 1,65m. Barriguinha estilo seis meses. Bigode cinza, grande, estilo Mercadante. Dentadura postiça, bem conservada e fixada. Estilo paizão tarado. Somente para mulheres e homens sem barba”. Bacana, né?

E o outro foi: “Emengarda, 47 anos, cabelos loiros, raízes pretas. Siliconada. Silicone no joelho, ouvido e calcanhar esquerdo por conta de ter precisado frear a bicicleta. Barriguinha dividida, oito pneus. Duas hérnias, apenas, e quase curada da asma. Para homens de todas as idades e para mulheres acima dos 47. Não precisa carona, tenho mobilete”. Bem, era só isso mesmo. Besteira, né?
=]

quinta-feira, agosto 04, 2011

Cafas namorando

(“Porque sou feita pro amor da cabeça aos pés”, Ana Carolina falando disfarçadamente do Cafas)

- Cafas!
- Arthurzinho, maxo, já te disse, para com esse negócio de Cafas!

- Opa, foi mal, mas seguinte, parabéns, cara!
- Ah, rapaz, brigadão!

- Muitas felicidades nessa nova fase.
- Poxa vida, eu até tinha esquecido que meu aniversário é hoje. Ei, mas meu aniversário não é hoje não. Parabéns? Como assim?

- Eu já fiquei sabendo, viu? Seu danado!
- Hum, como assim?

- Oura, parabéns por essa vitória que eu sei, não adianta me enganar.
- Poxa, valeu, eu tava querendo isso faz tempo mesmo. Quem te contou, foi minha mãe?

- Não, tava todo mundo sabendo, eu vi na internet.
- Sério? Tá todo mundo sabendo que eu fiquei curado de uma curuba na bun...

- Que curuba o que rapaz! Sai pra lá!
- E que negócio de parabéns é esse? O que eu ganhei mesmo?

- É pelo teu namoro, pelo teu namoro.
- Ah, valeu, mas agora já é tarde.

- Como assim? Tarde como? Eu fiquei sabendo ontem à noite.
- Pois é, ontem eu fiquei tão feliz com o fato de minha garota ter aceitado namorar comigo, que usei o celular para colocar na internet que estava namorando. Pense numa burrada grande, foi o começo do fim...

- O que aconteceu?
- O telefone parecia um pai-de-santo em dia de festa, só recebendo entidade. Rapaz, mas ele não parava de se tremer, parecia que tava tendo era convulsão. Tremia direto. Era ligação ou mensagem chegando direto e a minha namorada só olhando pra mim com a cara mais feia do mundo, e olhe que ela é de uma lindeza que não existe jeito de ficar feia, mas nesse caso era só raiva mesmo...

- E tu não desligou o telefone não?
- Mas é claro que desliguei! Mas não adiantou.

- Como assim?
- Seguinte: estávamos no shopping. Depois de um cinema e um lanche, fiz o pedido e ela aceitou. E foi aí que o diacho do celular começou a tremer feito liquidificador, né? Desliguei mas aí o negócio ficou pior.

- Pior como?
- Rapaz, mas você não vai acreditar. Começou a chegar bilhetinho com recado em guardanapo.

- Mentira!
- Mas rapaz! Não to dizendo? Chegou, sim. E ela ainda leu alguns. “Pedro, você não pode namorar, você é uma força da natureza”. “Pedro, seu egoísta, e nós, como vamos ficar?”. “Pedro, e nossas noites debaixo das goiabeiras?”. “Pedro, e agora? Vou ficar só com o meu marido?”. “Pedrinho, você quer nos deixar viúvas?”. “Pedrito, e nossa tardes de domingo tomando bananada e comendo goiabada?”, “Pedinho, você não é jogo do bicho, mas é paratodos!”. Esse último foi até meio estranho, mas foi isso. E ela leu em voz alta, pra eu escutar.

- E você?
- Eu fiquei todo envergonhado. Eu tava quieto mesmo fazia um tempo, mas aí é aquela história do passado condenar, né?

- Pois é, eu sempre avisava, mas você escutava?
- Pois é. E o pior veio depois. Era a gente passando e umas vendedoras e garçonetes ficavam dando tchau ou piscando. Quando chegamos ao carro, lá estava um recado anotado em uma folha de árvore. Aí foi o fim. Ela disse que não queria morrer de tanto sentir ciúmes e nem passar a vida brigando comigo por conta dessas outras. Eu tentei argumentar, mas não teve jeito. Um namoro de menos de 24 horas.

- E agora, o que você vai fazer?
- Adivinha?

- Já sei, vai voltar para a vida de antes e ...
- Nada disso. Primeiro, eu vou tentar reconquistá-la e mostrar todo meu sentimento por ela. Eu gosto dela e vou lutar, sim senhor! Eu não sou um cafajeste, eu estaaava cafajeste, não é uma coisa para vida inteira. Descobri que o bom mesmo, sem querer ser clichê, é conquistar a mesma garota várias vezes. Vou à luta!

- Se não der certo?
- Bem, aí... Aí tu sabe aquela loirinha que acabou de se mudar e é tua nova vizinha? Pois é...
=]