segunda-feira, outubro 08, 2007

Estou de volta

Olha, voltei,
Era preciso.
Sentia falta.
Desculpa, não agüentei.

E a saudade era grande demais.
O negócio era saber o que faltava...
E percebi, não era algo que corria atrás.
É algo tão simples que nem imaginava.

E muitos podem nem acreditar.
Nem discordo, foi difícil perceber.
Nem sei se é algo normal de ocorrer.
Mas essa saudade era necessária matar.

Sentia falta de mim.

Engraçado não é? Mas é verdade.
Não podia relaxar com essa carência.
E nem venha dizer: isso é coisa da idade...
Sai pra lá razão ou exata ciência.

O mar, o futebol, os amigos.
O computador, um texto, a internet, os delírios.
Uma comida, uma bebida, uma saída.
Nada extraordinário, com muito sentido.

Sentia a falta de escrever e dividir.
De conversar, de pouco falar e muito ouvir.
De muito falar, de se preocupar.
Dos trabalhos, das agonias, de cochilar...

De andar ligeiro, sem olhar pro lado.
De ir bem lento, ficar lesado.
De parar e conversar.
De dizer: vai cara, aparece por lá.

E então o reencontro aconteceu.
Não teve festa, não teve fogos.
Apenas uma sensação de alívio.
De construção sobre destroços.

E a vida continua então.
Contraditória como sempre foi.
Com algumas mudanças.
Mas certas coisas não hão de mudar.

E dessa vez desatou o laço.
De volta a minha pequena loucura.
O caminhar incerto dos passos.
Sem graça é a vida sem procura. (mesmo sem saber do quê)

E olha a gente aqui outra vez.
Com graça, sem grilo.
Com certeza, talvez
De novo, no mesmo estilo.

E só pra finalizar
Quero deixar uns conselhos:
Não tenha medo da vida.
Aprenda a encarar o espelho.
Duvide e acredite em tudo.
Não basta forma sem conteúdo.

=]

quinta-feira, outubro 04, 2007

Presente

Ele
Tem olhos miúdos
Olhar tímido
E sorriso claro

Ele
Anda quase que obstinado
Nem olha pros lados
E vai correndo, em busca de um algo maior

E talvez ele nem saiba que algo é esse
E quem é que sabe?

Ele
Na sala de aula é inquieto
Mexe no tênis
Na caneta
Parece passarinho doido pra fugir

Ele
Fala pouco
Mas sabe ouvir
E escreve como poucos

Ele
É sensível
Discreto
E tem um olhar sonhador

Ele
Escreve em prosa
Versos
Crônicas
Poesia

Ele
É por vezes confuso
Enrola, enrola
As palavras fogem
E o pensamento vai embora

Mas um dia ele haverá de encontrar o tal algo maior

E um dia ele há de ser feliz
Se é que já não é sem saber.

Lorena da Silva