quarta-feira, dezembro 26, 2007

Eu e o tempo

Ah tempo, tempo louco, tempo doido,
se eu te tivesse mais um pouco
não viveria nesse sufoco

Se eu pudesse te controlar
Faria era passar mais rápido
só para estar com ela

Ah, tempo louco
Vai mais devagar
quando eu estiver com ela

Ah tempo pouco...
Parece sempre menor
Na hora de resolver minhas coisas

Ah tempo doido
Façamos um acordo:
Dê-me mais um pouco

Sem tempo
Isso não permita
Não é o ideal

Ah tempo...
Há tempos temos isso
Nossa relação desigual

Me lembra a gota do orvalho
Vista sem muito tempo
Mas na memória se mantém

Mas quem não é teu escravo?
Eu já dei carta de alforria
ao meu relógio, teu servo também.

Não adiantou muito,
mas já me sinto bem melhor
mais livre/leve

=]

terça-feira, dezembro 18, 2007

Pescador

Pescador

Eu queria era uma rede...
Pra me balançar
Pra te pescar
Pra te pegar...

Te ver dormir
Te ver sonhar
E ver sorrir
E ao acordar

Pedir meus beijos
Querer meu dengo
Esquecer tudo
Ser só desejo...

E te soltar
Te ver sair
Olhar pra mim
Depois voltar

Não é prisão
Nem dependência
é atração
Minha consciência.

Vou te buscar
Onde estiver
Vou ter pegar
Sê minha mulher

E ser quiser
Podes ir
Não vou chorar
Nem vou sorrir

E ao lembrar
Do teu olhar
Não vou tentar
Por ti chorar

Agora o que será
Não vai partir
Do coração
Não vai sair

E pra acabar
Não vou mentir
Estamos juntos
Não vais partir
É o que tu/eu quis
Final feliz
=]

sábado, dezembro 01, 2007

Profissão injusta?

Segundo o livro mais vendido no mundo, Deus fez a Terra em 6 dias e depois parou para descansar e contemplar a obra. Ele é considerado, ou chamado, de arquiteto. Descendo um pouco do céu, sabe-se que uma obra (não as de arte ou pseudo-arte) não é feita somente pelo arquiteto. Se Deus é o arquiteto, quem é o pedreiro? Ele mesmo? Pode ser.

O pedreiro é um personagem tão comum quanto as árvores e as casa em nossa cidade. Está por tarde parte, levantando, casas, comércios, edifícios, palácios. Trabalhando com mármore, marfin, ouro, prata, madeira de lei... Constrói um teto, um lugar para morar, dormir, trabalhar... Tudo para os outros.

Todo dia, o dia todo a mesma história. E na hora de voltar para casa, o choque. Depois de fazer grandes e belas construções, volta para a simples casa. Nada de mais. Madeira ali, cimento aqui, um pouco de gesso e muito, muito trabalho e carinho colocados nas contrução da própria casa.

Trabalhador braçal, mais do que niguém faz a cidade crescer, faz a cidade mudar. Tão importante quanto pintores, mestres-de-obra, garis, eletricistas e outros mais, mas essa crônica é pra ele, o pedreiro. Em casa de rico e em casa de pobre, ele não tem besteira. Ele vai e faz o que tem que ser feito. Tem muito malandro também, mas qual profissão não tem?

Tem também daqueles dos bons, cantados em samba (tem mesmo?). bom pai, bom marido, querido na comunidade, um bamba. O homem tem suas contas, não nega, tem honra, tudo que pede, paga. Pobreza pra ele, nem de espírito. Tudo tem quem tem saúde e paz, o resto ele corre atrás.

E segue a vida, ou é seguido por ela. Construindo, casas, vilas, prédios. Agora ele quer "construir" uma família, melhorar a casa. Ele sabe que vai conseguir, sabe que pra começar, é preciso antes de tudo acreditar. E vai seguindo "construindo" e executando seus sonhos.

=]