quarta-feira, julho 29, 2009

Ô Deus...

- Ô Deus, tá me ouvindo?
- ....

- Tá muito ocupado agora? Posso falar?
- ...

- Meu irmão, quer dizer, meu Pai, preciso lhe agradecer por tudo antes de mais nada. Obrigado por tudo o que vem fazendo por mim, pelo que está dando certo, e, agradeço também o aprendizado depois de cada erro. Espero poder usar tais lições.
- ...

- E tem mais coisa, nunca fui organizado, de planejar com bastante antecedência, você sabe, né? Sabe como sou relaxado, enrolo pra fazer as coisas, deixo pra última hora... Quantas vezes eu disse que iria mudar? “Esse ano tudo vai ser diferente”. “Esse semestre tudo vai ser diferente”. Pois é, não foi. E, em parte, te agradeço por isso também: por me deixar errar até aprender (quando vou aprender mesmo?), e por ter tido um tempo maravilhoso, mesmo errando.
- ...

- Eu sei que o Senhor não concorda com tudo que fiz, sei disso, fiz algumas besteiras mesmo. No entanto, me recuso a dizer “eu nunca mais vou fazer isso ou aquilo”. Não quero trair minha palavra, cair em contradição, afinal, não sei como vai ser o futuro, em quais situações estarei. Não, não é uma desculpa antecipada para meus erros, estou apenas “avisando”... Brincadeira, eu irei me esforçar em ser uma pessoa melhor.
- ...

- Vou tentar, vou dar a cara a tapa, vou me decepcionar mais, vou comemorar mais, vou dividir mais, vou viver mais, à minha maneira hoje ou como achar melhor na hora. Não sairei feito um louco gritando e fazendo “carpe diem”...
- ...

- Contudo, irei seguir meus princípios, quer dizer, voltar a tê-los, pois os mesmos andam em baixa... Estou dizendo, vou me esforçar!
- ...

- Vou ter mais tempo com minha família, com meus diferentes amigos, vou fazer novos amigos e ter contato com os velhos amigos. Vou me esforçar para crescer profissionalmente. Ter um controle do meu dinheiro – que mesmo não sendo muito, salva a pátria. Vou ter mais cuidado com o meu corpo, tirar Raio-x do pé (ainda dá tempo?) e da coluna (tem jeito?). Vou ter mais cuidado com o coração (ah, danado!), o meu e o dos outros (esse assunto merece outros milhares de textos).
- ...

- E essa não é mais uma das várias promessas que já fiz, sinto algo diferente nessas.
- ...

- E então, Senhor, tem algo a me dizer?
- Deus te abençoe meu filho...


Este aqui é o final número dois:

- E essa não é mais uma das várias promessas que já fiz, sinto algo diferente nessas. Talvez seja essa serra onde estou, essa solidão, o frio da noite, esse ar puro, talvez seja o cheiro do vinho. E não estou falando isso apenas por ter bebido alguns litros de vinho, quem está falando não é o cérebro, é o coração, e coração na se embriaga não é mesmo? Hum, de amor ele se embriaga, mas isso é uma outra história. E então, Senhor, tem algo a me dizer?

- Vou te dizer pela última vez: Limpe os ouvidos! Eu não sou Deus, eu apenas decidi morar nessa serra sozinho e não corto há anos minha barba e meu cabelo. Estou gritando contigo há horas! Vê se sai da minha caverna! Pára de beber esse vinho barato e vai pra casa! Que Deus lhe abençoe!
=]

sábado, julho 18, 2009

Eu e o Tempo

Antes de mais nada, agradeço, mais uma vez.

Eu sou enrolado mesmo.

Fico enrolando pra fazer as coisas, pra fazer quase tudo, mas um dia eu melhoro, um dia...

Ia colocar outra coisa, mas tava "viagem" demais, aí vou deixar amadurecer melhor o texto. E tem outro texto pronto ali, com dois finais e talz... Depois coloco aqui eheheheheh.

Eu sempre escrevo coisas de amor, sobre os ônibus e sobre a chuva, além das "viagens" que sempre aparecem. E escrevo e penso muito sobre o tempo, quer dizer, nem tanto assim, mas ele vez por outra quer aparecer demais, nossa relação fica meio conturbada, mas depois dá certo, sempre dá certo...

E agora - férias!! (desemprego eheheheh)e então terei mais tempo pra cá, quer dizer, acho que sim!!

Bjoos e abraços!!
=]

Eu e o Tempo / O Tempo e Eu

Sempre escrevo sobre o tempo
Que é louco, que é pouco e tudo o mais

E pensei agora: que relação louca é a nossa...
E percebi que se a relação não vai bem
Muitas vezes é por minha causa

Eu, quando tenho tempo,
Nada faço,
E quando não tenho,
Em tudo penso

Se eu passasse mais tempo
Fazendo do que pensando
Eu o teria mais
E não menos, como agora

Quanto mais eu o tenho
Menos eu uso
E quanto mais eu o uso
Menos eu tenho

E ele passa tão rápido
Quando é pra ser devagar
E passa tão devagar
Quando é pra ser rápido

E ficamos nesta brincadeira
De mais e de menos
E travamos esta luta
Onde nós dois perdemos

Ah, meu amor
Pra quê brigar?
Você me completa
E eu te complico

Vamos nos juntar
O eterno e o passageiro
A tua calma
Meu destempero

Sem nenhuma discussão
Vamos sentar e combinar
Você em casa
E eu a vadiar

E quanto menos eu te tenho
Mais eu te quero
E quanto mais você me tem
Menos você me quer

E toda vida essa história
Que não consigo entender
Resolvamos logo isso
Pra eu não enlouquecer

Mas isso não fica assim
Aguarde. Vou me vingar
Vou te deixar sozinho
E pra ti, não mais rimar
=]

terça-feira, julho 07, 2009

Obrigado!!

Eu tô faz alguns minutos pensando no que escrever.
Pra explicar melhor: defendi minha monografia quinta-feira agora, dia 02 de julho. A colação é dia 10 de julho e estão todos convidados.
Sim, e daí né?

Pois é, daí que meu amigo Juss do Ócio Produtivo (tem o link ali do lado, ainda não sei criar atalhos =\) escreveu sobre o tal ocorrido. Gostei demais do texto (demais mesmo) e ainda não encontrei palavras para agradecê-lo. E, com a autorização dele, por conta de ser um cara legal demais da conta, vou colocá-lo aqui no blog. Juss, só mais uma coisa, a admiração é recíproca, vocÊ é um cara legal de verdade, precisando, pode contar comigo!

E falando em agradecer, não posso deixar de falar dos amigo presentes no dia da defesa. Aurimar (o homem do social), Carlos, Juss (é lógico hehehe), Carol (Ê semana boa), Ranne (uma irmã), Marina (aquela que canta e encanta, mesmo quando não canta), Marcelo (amigo de faz é tempo), Airtiane (ajudando sempre), Leonel (um dos melhores), Julianna (ê produção do Zé, esqueço é nunca!), Lorena (ai, ai, minha escritora favorita), Lidi (opa! "tá tudo bem contigo?", Zenon e o Rafael de Oliveira (grande amigo, companheiro de faculdade e pós-faculdade dos mais presentes e ajuda certa). Todos fundamentais. Deram-me forças!

E também tenho que falar do Yslan, que não foi porque não tava aqui, e do Saulo, que não foi porque tinha trabalho para apresentar. Os dois são sem comentários, indispensáveis, se é que posso adjetivá-los com alguma coisa. Além do Paulo Alencar, figura ímpar, inigualável que não pôde ir porque foi ajudar um outro amigo. Com ele não tem tempo ruim, uma ótima amizade feita na faculdade. E agradeço aos demais amigos que não compareceram mas deram uma grande força, mesmo sem saber. Muito sucesso para todos nós!

E até o próximo!
Bjoos e abraços!
Agora lá vai o texto (eu enrolo né?)
=]

Parabéns ae, rapaz!

Tá certo que eu nem sou do 1° semestre da faculdade, ao menos até dia 3/8, mas me meti de penetra numa sala com um monte de gente que fazia 6°, 7° semestres ou até mesmo já tinha terminado um curso ou que nao fazia curso nenhum. Não era necessariamente uma aula de faculdade, mas posso equipará-la a tal. Não era um professor formado, ao menos até o último minuto. Também não era uma sala de aula qualquer, mais parecia um estádio de futebol, com seus torcedores vibrantes e ansiosos para que o jogo terminasse e todos pudessem gritar o 'É campeão!'. Era 'apenas' mais uma defesa de monografia.

Tá, mentira. Não era uma monografia qualquer. Nunca havia assistido uma outra. Digamos, então, que eu comecei com o pé direito. É... O cara lá foi brilhante. E que se dane uma introdução ou um tópico 1.2, o que interessa é que o trabalho tava muito bom! Conforme um professor lá falou, ''O trabalho foi feito com paixão!''. E se essa paixão toda pudesse ser extravazada, teria até nome. Rafael Ayala. Dedicação, companheirismo, um cara que conheci esse ano, mas que já tem uma grande admiração por parte deste que vos escreve. Trabalho árduo de cento e trinta e poucas páginas que eu nem sei quanto tempo durou pra ser feito, mas que a gente via no jeito que ele falava, nas expressões, nos trejeitos e na voz que era algo que ele realmente gostava. Se bem que ele é suspeito pra falar de futebol. Escolher esse tema, pra monografia, pode até ter ajudado, mas não tira de maneira nenhuma o mérito desse jornalista.

E diante de todos aqueles comentários, dos 20 e poucos minutos que cada professor falou, discursando mil e uma coisas, entre toques de celulares e burburinhos da 'torcida', a apresentação finalmente se finda. A espera ansiosa do lado de fora da sala aumenta as expectativas de todo mundo. Chego a escutar o nosso artista principal falar que, pra ele, qualquer coisa acima de um 7 era lucro. Ah, rapaz... ledo engano. Talvez ele até desconfiasse do brilhante resultado que havia obtido, mas nada como ouvir um ''Parabéns, Rafael. Voce foi aprovado e com nota 10.''.

Parabéns, novamente, queridão. Muito, mas muito sucesso pra você. =]