domingo, setembro 20, 2009

Beija?

E se eu te der um beijo agora?
Opa, o que é?

Um beijo
Que é que tem?

Se eu te desse um beijo agora
Agora?

É, agora
Que é que tem?

Eu é que pergunto, e se eu te desse um beijo agora...
Isso é uma pergunta?

Vai responder ou não?
Sim, é porque eu pensei que tu tava cantando

E tem alguma música com essa letra?
Eu nem sei, tu que conhece um monte de música, aí pensei...

Ave Maria, mas tu é estraga-clima, viu?
Foi mal, não tinha a intenção, mas vamos lá de novo então...

...
Repete aí pra mim?

E se eu te desse um beijo agora, o que tu faria?
Oura o que eu faria... Isso não é uma pergunta óbvia?

O que tu faria?
Eu beijava

Hum...
Que foi?

Bom saber... Bom saber...
=]

domingo, setembro 13, 2009

Dia de domingo

Eu acordei chato, não foi o domingo. Dormir mal não faz bem pra ninguém, se é que isso precisava ser escrito... Depois de tentativas frustradas de se começar alguma coisa ou pelo menos concluir alguma das inacabadas, desisti e vi que o melhor era sair de casa.

Não dava para ir para a praia e nem tinha vontade de ir ao mercadinho comprar um chinelo novo, o jeito era ir deixar o lixo, quer dizer, tudo serve como desculpa para sair de casa. Pensei melhor e vi que poderia fazer algo mais útil, pegar umas lições de italiano na casa de uma amiga. Saí de casa ainda um pouco mal-humorado.

Peguei o livro emprestado com a lição nova. Depois de um bate-papo rápido, decidi ir logo embora. Eu estava o mesmo, o caminho de volta para casa é que era outro. Um silêncio na rua, digno do meio-dia de domingo mesmo. Enquanto andava, reparava no vento sacudindo os galhos das árvores, como se me mandasse uma mensagem: Sai dessa, cara, vai fazer algo de bom!

Enquanto andava e ia pensando no assunto, percebo uma senhora andando na minha frente. Usava uma saia rosa clara e uma blusa de um amarelo bem claro também. A senhora devia ter entre sessenta e setenta anos, mas parecia ter muito mais energia do que eu nos meus vinte e poucos anos. Reparando melhor, ela parecia bem mais leve do que a própria roupa, parecia flutuar pelo chão suavemente. Que inveja daquela senhora!

Aquilo pra mim foi uma lição de vida, embora para muitos não tenha significado algum. Todos querem dar lições de vida, mas a vida é quem dá suas lições. Decidi, além de chegar em casa e contar a história, procurar algo útil para fazer. Domingo não é um dia inútil e chato como dizem alguns, chatos estamos alguns de nós quando acordamos. Inútil mesmo é não fazer nada de agradável nesse dia tão bonito...
=]

ps: texto sobre o domingo passado, hoje, domingo de novo, foi um dia extremamente agradável, que talvez até apareça por aqui depois. Dia de praia, piscina, lagoa, amigos e outras coisas mais. Boa semana para todos.
Bjoos e abraços!
=]

sexta-feira, setembro 04, 2009

Ela e a primavera

Ela passou e trouxe consigo toda a primavera... Trouxe frescor para todo o calorento ônibus, deixou-o perfumado, agradável, nem parecia estar caindo aos pedaços em plena duas horas da tarde. Trouxe o cheiro das flores, do campo, uma sensação de alívio e prazer aos presentes. Passou por mim, voltou e sentou-se ao meu lado.

Um vestido azul floral de aparência bem leve, bem fresco. O cabelo preso em um coque, auxiliado por uma caneta. Uma bolsa usada em sentido transversal (sabe como é isso, né?). Sandálias rasteiras, unhas dos pés e mãos brilhando. Sem maquiagem, nem batom, nem nada. Desfez o coque (que charme!), prendeu a caneta na boca por alguns segundos (que sexy!) e guardou-a na boca.

Ao lado dela, em pé, um guarda-costas, não sei ao certo se era o namorado ou o irmão, não o havia visto chegando, ainda mais, quem olharia para ele? Quem sabe até um amigo, não é mesmo? Olhando de baixo para cima demorei alguns segundos para chegar até a parte da cabeça, como era alto...

Bermuda de surfista, camiseta colada, cordão de prata e óculos escuros. Era cabeludo e forte como o King Kong e feio como o Godzila. No entanto, era forte, bem forte e assustador. Não me atrevia nem a olhar para o lado, vi tudo isso em uma fração de segundos, num olhar 43, fingindo olhar a paisagem do outro lado e observando pelo reflexo à la Sherlock Holmes ou à la Bond, James Bond.

E entre o medo e a curiosidade, o desejo de admirar, fiquei com o segundo, discretamente, é claro. Como não olhar para aquela mulher que mudou tudo sem fazer nada? Só pela simples presença ela criou um novo mundo dentro do ônibus. Olhava-a sorrateiramente até eu perceber que ela percebia. Havia sido flagrado.

Confusão agora? Não, não, ela nada disse e nem o sujeito percebeu coisa alguma. Na hora de descer, o sujeito indo à frente e ela indo atrás. Antes de descer do ônibus mesmo, ainda a vejo olhar para mim e sussurrar um tchau por um leve sorriso de Monalisa, mas mais bonito. Não ganhei nada demais. Só um tchau e um sorriso. Mas por qual razão eu sentia como se tivesse ganho a primavera só pra mim?
=]