terça-feira, junho 24, 2008

O que eu faço

Tanta coisa pra fazer
E eu fui ser jogador
Tanta coisa pra tu entender
E eu sem ser grande explicador
O que eu tenho a te oferecer
Nada mais que o puro amor

Eu queria era ser músico
Tocar flauta, gaita, viola
Mas nada disso aprendi
Inventei de ir jogar bola

Eu queria, então, ser poeta
Te dedicar perfeitos versos
Não nego, tentei
Mas pra isso, não presto

Decidi ser artista
Pintando, esculpindo. Criando.
Eu confesso, tentei.
Mas em nada deu, foi engano.

Tentei depois ser ator
Manipular meus sentimentos
Dependendo da situação
Rir, chorar ou sentir dor.

Foi mal, esse projeto não andou.
Isso é coisa que eu rechaço
Fingir ser outro, para outros
Isso é coisa de palhaço!

Mas engraçado, é isso que eu faço
Contar, fingir, versar
Serei eu um palhaço?
Ou só mais um a rimar?

Veja só a complexidade
O poeta não é um fingidor?
Qual será o meu intento
Ao fingir meus sentimentos?

Sou sincero em meus versos
Posso ser outro também
Eu escrevo o que quero
Devo nada a ninguém

Eu só queria dizer que te quero
Sem ser um desastre
E o que eu estou sentindo?
Vontade grande de encontrar-te!
=]

Um comentário:

lorena disse...

pra isso não presta? pra versar. tenho certeza que foi apenas uma solução pra rimar que não condiz com a verdade.

Ayala é um maestro
Que brinca com os versos
Que faz de conta
Que tem varias musas
Mas todas parecem tontas

Ayala é de ouro
Menino adorável
E essas meninas brincando com ele
Isso não é nada aceitável

Principe és tu
Dono de toda pureza
Aprendiz da leveza
E amante da natureza

A solidão
A danada um dia passa
E voce a beira de uma cascata
Cantará juras de amor pra merecida amada