sábado, fevereiro 16, 2008

Está na hora

Era necessário mais um encontro
Colocar tudo em dia
As verdades e enganos
E o que mais fosse preciso

A precisão nem seria objetivo
O acontecimento em si
É o suficiente
E isso já me faz rir

Colocar tudo para fora
Escrever torto em linha certa
Como era há tempos
Como deve ser sempre

Buscar ‘uma’ rima perfeita
Buscar a música nos versos
Sentimentos complexos
Simplicidade sem queixa

E pensando melhor:
Quem quer a perfeição?
Não pretendo ser o melhor
Nem buscar canonização

E um verso aqui
Mais outro acolá
Por vezes bem lógico
Outras até sem nexo

Pensar mais um pouco
Fazer a cabeça trabalhar
Como criança, velho ou louco
Deixar o coração falar

Não ter medo
Da rima besta
Do verso tímido
Deixa fluir, deixar...

E ele vai nascendo
Sem pressão
Vai melhorando
Bem leve...

E como em tudo na vida
O essencial mesmo é começar
Isso que faço não vale dinheiro
Mas não significa desvalorizar

Como uma moradia
Feita para famílias carentes
Como um arroz com feijão
Forte, sem luxo nos ingredientes

E aos poucos, as idéias chegando
Como formigas atrás do açúcar
E aos poucos vão ficando
Como as marcas de nossas lutas

E aquele verso, tão tímido
Começa a aparecer
E aquele sentimento tão forte
Não quer desvanecer

E então ele chega ao fim
Não triste e desiludido
Mas mais ou menos assim:
Livre, leve e desinibido.

=]

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