sexta-feira, novembro 20, 2009

Meu amor na minha frente...

Cansado por conta do longo dia de atividades diversas, havia saído fazia pouco tempo da aula de italiano, quase nove horas da noite, não gostaria de ir para casa em um ônibus lotado. Esperei passar alguns para pode ir em um menos lotado, mesmo com uma grande vontade de estar logo em casa. O que são as coisas da vida...

Sentei na cadeira do corredor com a cadeira da janela ao meu lado vazia, sendo ela utilizada por minha velha mochila de guerra por não haver ninguém querendo sentar. Encostei a cabeça na cadeira da frente, vazia, enquanto o lado da janela estava ocupado. Depois de uns minutos cabisbaixo, comecei a reparar na figura feminina que estava à minha frente, na diagonal. Não podia ser...

Aquele cabelo grande e bonito que eu costumava ficar alisando, preso em um coque. O mesmo fone de ouvido rosa, presente de aniversário. O conhecido jeito “desligado” olhando lá para fora. Os pelinhos loiros do braço, tão finos e pequenos como sempre foram. A mochila de um jeans escuro e a calça jeans clara. A pequena sandália branca, agora um tanto quanto amarelada. E o perfume, ah, o perfume...

Estava ali de frente – ou de costas – para um antigo grande amor. E ela não me percebia atrás dela. Na verdade, havia uma grande dúvida. Era ela ali mesmo? Estaria eu enganado, ludibriado por meus sentidos? Meu coração teria dado saltos à toa? Sim, havia essa possibilidade. Não havia visto o rosto dela. Era bem capaz de ser uma mulher apenas parecida, como já aconteceu antes. Não era o ônibus costumeiro dela também. Estava tentando dar um jeito de fazê-la virar, chamar atenção.

Estava tenso, encostar nela correndo o risco de não ser a pessoa esperada poderia ser constrangedor. Perguntar as horas seria demais. Falar alto no celular? Bem, poderia ser. Falei em meio tom: “Porcaria de celular...”. Ela não olhou. Já estava perto de casa e não conseguia desvendar tal mistério...

Até ela repentinamente tirar os fones, virar a cabeça e olhar para mim. Por um instante, ficamos nos olhamos, meio congelados no tempo. E ela disse: “Oi, nem te vi subindo...”. Estava confuso, mas mesmo assim passei para a cadeira da frente para conversar com ela. Não era meu amor, era só mais uma amiga agora. Amor não era mais...
=]

8 comentários:

Carla P.S. disse...

Tudo se converte...
Sabe a metafísica?? "você não é, você está".
Vocês estão amigos. Mas o amor volta, sempre volta. Nessa ou em outra vida, vocês se pertencem.
AMO isso.
Um café, de quem some mas volta!

Dayane disse...

Menino,vc diz que nao,mas seus textos sao uma maravilha!A cada dia que venho aqui me deparo com um melhor!Um dos blogs que acho mais agradaveis,mais doces!
Bjo,Day.

Claudio Henrique disse...

Legal o conteúdo do Blog cara. Muito bom mesmo. Visitarei mais vezes, volte sempre lá no Fanáticos por Futebol ok.

Abraços

Bia Monteiro disse...

Aiuaiuaaiauai...
Que história legal..
ESkente naum...
O amor virá...
Bjoo e boa semana
=D

lorena disse...

gostei do "nessa ou em outra vida" da carla. heuehuehe

tb acredito nisso. ah o espiritismo, perfeito.

o amor é assim né, muda o tempo todo. eterna dança ou luta, ou sei lá. hehehe

beijos rafinha

Felicidade Clandestina. disse...

Que bom que gostastes (:
Fico muito feliz .
Também opto pelo mais simples
O que é simples é mais bonito,
exatamente por isso !
Bj

priscila lima disse...

e esses amores da vida hein?!
tão bom quando surgem. tão bom quando passam.

nem sei.

nesse infelizmente ou não de super estimar ou subestimar as pessoas. está numa linha tão tênue que não sei se pode ser bom ou ruim.

pode ser uma impressão só. um instante. e num segundo tudo volta ao normal.

bom ter te visto ontem.
beijos

Juss disse...

A gente encontra as pessoas que menos espera nos locais mais improváveis. É isso que dá a graça da vida, sabe.
Quanto aos amores, eles vêm e vão, mas nada como relembrar, né.
=D