terça-feira, julho 30, 2013

O sanfoneiro

Foi-se embora o sanfoneiro
Perdemos um sonhador
Em cada nota uma viagem
Do palco ao interior

Em cada nota um verso
De pura lamentação
Dependendo da batida
Fazia chorar o coração

E se as notas mudassem
Não tinha mais quem chorasse
Fazia brotar novos sorrisos
E murmurar velhas canções
Era riso até no olhar
Tinha fogo em suas mãos
Dedos ágeis e espertos
Derretedor de corações

Poesia música líquida
Versos escritos no ar
A sanfona, atrevida
Nos deixava a sonhar

“Sanfoneiro, caba bom,
vem aqui, me faz favor,
solte um baião bem ardido
solta logo o forrozão!
Já tomei minha cachaça
e também a minha bença
tô caçando o cangote
daquela linda morena

Sanfoneiro, seu dotô,
faz o mundo ganhar cor
solta o riso e a dança
as conversa ao pé de ouvido
e os xamego de amor
Deixa chorar a sanfona
esquenta esse salão
manda as agonias embora
que hoje não temos hora
e fraqueza também não”

Sanfoneiro, bom poeta
do sertão pro mundo todo
da terra subiu ao céu
em canção se transformou...
=]

PS: A intenção era fazer uma homenagem ao sanfoneiro (cantor, compositor e instrumentista) que partiu recentemente. Caso não tenha ficado boa, não precisa nem dizer que a culpa é minha e não do homenageado, certo?

Beijos e abraços

=]

3 comentários:

Belle Bento disse...

Que homenagem, Rafinha! Linda, linda!

sblogonoff café disse...

Eu até tentei fazer algo no dia, mas a única frase no meu versinho foi: sanfona silenciou.
Ele subiu num balão de são joão num dia cheio de coisas acontecendo.
E fez história aqui na crosta. Com simplicidade e acordes alegres para sentimentos doloriiidos!!

Foi num dia de semana que partiu o Dominguinhos!

Juscelino disse...

Lindão, Rafa.