Deu-me um ponto
O final
E eu não quis acreditar
Entendi o pedido
Se por fora não insisto
Por dentro, grito
E me cobro
Também me puno
E fico a pensar:
Tem como fazer as jogadas certas na vida
E as erradas só no Uno?
Tem como sair na chuva
E não querer se molhar?
Ou dormir colado em teu corpo
E não querer desgrudar?
De nada adianta, te juro
Ser tão bom com as palavras
E, ao mesmo tempo, tão imaturo
Sem problemas se não pensava mesmo em ir além
Gostava de esquecer passado e futuro
Porque, pra mim, tu,
um presente,
estava a me fazer tão bem

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