sexta-feira, setembro 02, 2011

Papo maluco, versos brutos

A gente segue na luta
Diária
Se for preciso
A gente chora
A gente ri
A gente canta
E não perde o molejo
Mantém o desejo
Mas se for preciso
A gente até foge
Mas a gente não finge
Ser
O que não somos
E o que nós somos mesmo?
E isso nem importa
O que importa mesmo
É que tudo importa
Mesmo sendo contraditório
Tudo isso agora
E tudo isso depois
Porque importante mesmo é ser feliz
É ser criança e brincar de adulto
E ser adulto e lembrar que um dia foi criança
E tentar ser sincero, não só com os outros
Mas consigo mesmo
Que isso é bom
Pra gente e pra todo mundo
Que nem é o mundo todo
Esse todo mundo
Porque se todos fossem iguais
Todos iriam querer ser diferentes
Não em tudo, não todos
Mas pra quê tem gente com tanto
E outros com tão poucos?
E se eu disser que eu quero mais
Disso tudo e de você?
E se eu disser que eu te amo e
Que vamos passar a vida toda juntos?
E eu tava conversando com todos
E agora eu não consigo parar de pensar em ti
E agora queria dizer, pra todo mundo, de novo
Que não adianta ficar e fingir
E melhor fugir
Evoluir
E admitir derrota
Bem melhor do que passar a vida
Fantasiando
Vivendo lorotas
E assim termino mais um poema
Maluco
Com tantos versos bons perdidos
E esses aqui, largados
Em estado bruto
=]

5 comentários:

Roberta Galdino disse...

nossa rafael
que intenso
isso é realmente importante
ah e obrigada pela visita. bjos

Josi Puchalski disse...

Belíssimo poema maluco! :-)

Juss disse...

Tu devia pegar uma coletânea das tuas melhores histórias e fazer um livro.

Hilário Ferreira disse...

Para os poemas brutos é preciso coragem pra mostrar ( e se mostrar no) caderno de rascunhos...


Eu tenho receio das coisas em que a forma prepondera sobre o conteúdo...
O poema bruto tem a urgência de quem precisa sair e não pode esperar a melhor hora ou a melhor roupa.

M. disse...

Fingir o que não se é, mesmo sabendo o que não sou.
Profundo seu texto